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Imagem simulada mostra como poderia ficar o estádio após mudanças (Foto: Reprodução) |
MARCIO MONTEIRO
@avantmtricolor
A torcida do São Paulo ficou animada no final de 2023, quando clube e a construtora WTorre assinaram contrato por reforma do estádio, o Morumbi.
A promessa era de que a empresa apresentaria dois projetos ao Tricolor, um com cobertura no estádio, outro sem. Assim, o Morumbi teria sua capacidade aumentada para 85 mil pessoas em dias de jogos e 100 mil para os shows.
O acordo, no entanto, emperrou, e hoje a chance de um acerto entre São Paulo e WTorre é próxima de zero, apontou o jornalista Jorge Nicola.
Durante seis reuniões entre o Tricolor e a empresa em 2024, nenhum avanço teria sido feito, segundo Nicola, e persiste um grande impasse: a construtora teria a intenção de ser a gestora do estádio, como com o rival Palmeiras, algo que o clube não aceitaria.
Outro ponto de discordância é o gramado. A WTorre gosta da ideia do sintético, enquanto o São Paulo não abre mão do natural. O Tricolor também não seria o principal responsável por escolher sua agenda no Morumbi, que ficaria a cargo da construtora, que marcaria shows no local quando bem entendesse.
Dentro do clube, membros do Conselho Deliberativo não aceitam as ideias propostas, o que esfriou completamente a negociação com a WTorre.
Para aumentar a capacidade do estádio, a empresa faria o rebaixamento do gramado, além da criação de um anel inferior, aproximando também o torcedor do campo, em estilo parecido ao que o River Plate fez com sua casa na Argentina.
Se tudo estivesse caminhando normalmente, a WTorre teria que ter seu projeto aprovado pelo São Paulo em junho do ano passado, e os primeiros movimentos da obra no Morumbi já teriam que estar começando neste início de 2025.
O que se apresentava como um grande projeto anunciado pelo presidente Julio Casares, parece mesmo que não irá sair do papel.
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