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Crespo relembra prazer em dirigir o São Paulo e revela sondagem no final de 2024: "Adoraria voltar"

Treinador argentino teve passagem pelo Tricolor em 2021 (Foto: Andre Penner/Getty Images)

MARCIO MONTEIRO 
@avantmtricolor

Hernán Crespo já acumula dez anos de experiência como treinador. Começou a se destacar em seu novo cargo em 2020, quando foi campeão da Copa Sul-Americana pelo Defensa y Justicia, da Argentina, e chamou a atenção do São Paulo.

Dirigiu o Tricolor entre fevereiro e outubro de 2021, conquistando o título do Paulistão daquele ano, acabando com jejum de títulos do clube, o que lhe garantiu também o prêmio de melhor técnico do estadual.

O ex-goleador argentino não esquece os bons tempos vividos no São Paulo, com quem criou boa identificação, e disse que era um prazer comandar os treinos do Tricolor na Barra Funda.

“Eu nunca vi, sinceramente, tanto talento junto em um país como no Brasil. Quando eu tive a possibilidade de treinar o São Paulo, era um prazer técnico ver os treinos, tanto do primeiro time como dos jovens que vinham da base”, contou Crespo em entrevista ao jornal Zero Hora.

O treinador falou também que ficou surpreso com a ótima recepção que teve no país quando assumiu o comando do São Paulo. 

“Sou agradecido. O Brasil foi uma grande surpresa para mim, não vou mentir. Afinal, eu era um argentino indo trabalhar no Brasil. E, pela rivalidade e pelo que sempre vivi nos clássicos entre Argentina e Brasil, pensava que seria difícil. E foi o contrário. As pessoas no Brasil foram espetaculares, me abraçaram e fizeram eu me sentir em casa, como um deles. Isso foi espetacular, sou muito agradecido”.

Boas lembranças no Tricolor

“Embora o título do Paulistão seja pequeno para a grandeza do São Paulo, se você for ver os últimos 20 anos, o São Paulo ganhou apenas uma vez, conosco. Havia oito anos que o São Paulo não passava da fase de grupos da Copa Libertadores e nós passamos. Enfrentamos nas quartas de final o melhor Palmeiras da história. E não era tão fácil a situação do São Paulo”. 

“Claramente hoje o São Paulo está muito melhor do que naquela época, em que vivíamos a pandemia. E tenho outras alegrias, como ajudar no lançamento do Rodrigo Nestor e na volta de Calleri. Não pude dar continuidade (ao trabalho), mas aconteceram muitas coisas bonitas e é muito bom ver que elas continuam acontecendo”.

Voltaria ao Brasil?

Eu adoraria voltar, pois foi um lugar onde eu me senti muito bem, me senti espetacular. Eu gostei muito do dia-a-dia do futebol brasileiro e aprendi muito. Então, por que não? Sim, eu adoraria voltar, logicamente, em um projeto competitivo, que aponte para ser vencedor”.

Conversas com o Tricolor, mas gaúcho

“O futebol brasileiro é sempre um mercado que a gente observa com muita atenção. Sei que dirigentes do Grêmio se comunicaram com o meu agente (em dezembro de 2024), mas era muito recente à época a minha saída do Al-Ain. Então, era muito difícil encontrar o momento (adequado)”.

“Mas o futebol gaúcho tem muito a ver com o da Argentina, pelo estilo e pela raça. Essa forma de ver o futebol tem muito a ver com a cultura argentina. Me parece muito mais familiar do que talvez as outras cidades. Então, por que não? Não vou descartar nunca uma possibilidade, seja de treinar o Grêmio ou o Inter”.

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