Com o retorno do técnico Allan Barcellos do sub-20 do São Paulo após um período de férias nesta quarta-feira (4), o técnico Harry Massis Júnior dará o pontapé inicial nas mudanças planejadas principalmente para as categorias de base do clube do Morumbi.
Barcellos assumirá como integrante fixo da comissão técnica do profissional. Via de regra, atuará na Barra Funda, auxiliando na transição dos atletas de Cotia para o time principal, além de também ser auxiliar de Hernán Crespo e participar de decisões técnicas.
Se você leu direito, provavelmente estranhou a nova função de Barcellos. Isso porque teoricamente ela já vinha sendo exercida por um nome relativamente conhecido da torcida, Marcos Biasotto, que desde o fim de novembro trabalha na Barra Funda, em uma das últimas decisões relevantes do ex-presidente Julio Casares no futebol do clube.
Pois bem, Biasotto voltará para Cotia, onde reassumirá o posto de diretor-executivo da base, função exercida desde o início da gestão Casares, em 2021.
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Ainda na era Casares, quando as camadas jovens estavam sob responsabilidade de Douglas Schwartzman, diretor afastado após ser flagrado em áudio negociando ilegalmente camarotes do Morumbi em shows, chegou-se a um consenso de que uma troca seria necessária. O Tricolor acertou salários com Marcelo Lima, que já trabalhou no clube entre 2009 e 2015, mas sua transferência para se o executivo de Cotia acabou suspensa com a crise política que explodiu.
Há em entendimento interno de que Biasotto não era homem de confiança de Schwartzman e ambos chegaram até mesmo a brigarem nos bastidores. Por isso, sua recolocação no cargo não é vista como uma manutenção da gestão Casares. Pelo contrário, aliados de Massis o veem como um nome capacitado que perdeu respaldo com a ascensão do ex-diretor ao departamento.
Seja como for, Biasotto terá que se reportar a outro nome vindo do social são-paulino. Assume como diretor estatutário em Cotia José Roberto Canassa, conselheiro vitalício e que entre 1999 e 2017 exerceu as mais variadas funções nas categorias de base do Tricolor.
Tal como o desejo de Massis em ter Luiz Cunha como CEO, Canassa é visto como um nome apolítico. Tendo trabalhado com as mais variadas gestões e correntes políticas, agrada inclusive oposicionistas de Casares que agora atuam na atual diretoria do clube.
Segundo o portal ‘UOL‘, Massis deve decidir no decorrer desta semana o futuro do trio Francesco Moretto, Tião Gouveia e José Inoccencio, todos conselheiros e adjuntos de Schwartzman em Cotia. Todos eles participaram de reuniões nos últimos dias e buscaram desligar sua imagem ao do acusado ex-diretor, mas o entendimento no Morumbi é que a permanência se torna inviável pelo vínculo umbilical deles com o antigo responsável pelo departamento.










