MÁQUINA TRICOLOR: São Paulo tem noite perfeita, domina, vence Grêmio com facilidade e dorme como líder do Brasileiro

Os dois Lucas são-paulinos festejam: atuação de gala do Tricolor que vale (Alexandre Schneider/Getty Images)

O relógio marcava 35 minutos do segundo tempo quando as câmeras de TV flagraram Lucas, substituído, no banco. Descontraído, o ídolo batia uma garrafa cantando junto com a organizada suas músicas.

O momento de descontração e alegria era o puro reflexo de uma noite em que ficou confirmado o fim da má fase do São Paulo. Ainda restavam dez minutos para serem jogados, mas Lucas, eu, você e qualquer um que estivesse assistindo sabia do óbvio: a fatura estava liquidada. Com maestria.

Pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (11), dia de estreia de sua polêmica nova camisa titular, o São Paulo sobrou. Dominou a partida e venceu o Grêmio por 2 a 0 no Morumbi.

O resultado, acreditem, fez o propagado candidato ao rebaixamento antes do início do certame, que há um mês vivia às turras com denúncias de corrupção, atrasos de salário, impeachment de presidente e caos financeiro, dormir na liderança do Brasileirão, com sete pontos.

Está invicto e, por falar em não perder, já são cinco jogos sem tropeços, fazendo o técnico Hernán Crespo igualar o seu recorde pessoal à frente do Tricolor, alcançado em agosto do ano passado.

Motivos para empolgação pelo rendimento em campo, havia, mas nossa função é sempre pregar o pessimismo. E o que vimos em campo foi mais uma partida onde o clube encontrou dificuldades de concretizar o domínio, com melhor aproveitamento nas finalizações.

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Sorte que na volta ao esquema 4-4-2, afinal Crespo perdeu Arboleda, que foi ao Equador resolver questões particulares, o treinador optou por escalar Lucas, o time mostrou uma compactação inédita no ano com essa formatação de jogo. Aprimorou a recomposição defensiva. E muito disso se deve à entrada de Pablo Maia ainda no primeiro tempo após Bobadilla deixar o campo com dores.

Um estreante Lucas Ramon, pela primeira vez titular, deu o tom e melhorou a verticalização. Faltou mesmo aprimorar o ataque. O cenário era de que o São Paulo poderia e deveria ter feito mais.

O desencanto tricolor na partida veio aos 21, quando Weverton atropelou Marcos Antônio na área e o pênalti foi marcado. Lucas cobrou e converteu.

Logo no início da etapa final, aos 12, veio o segundo, com Calleri aproveitando passe dentro da área de Luciano.

Luciano, aliás, poderia ter ampliado o placar, mas acabou vendo outro pênalti marcado para o São Paulo ser defendido pelo goleiro.

Claro que se trata de um preciosismo desse escriba. O importante, neste momento, é curtir a volta da boa fase de um time que, como sempre apontamos, está longe de ser um dos piores do país. E o campo está mostrando isso.

O líder temporário São Paulo agora volta a campo pela principal competição nacional na próxima quinta-feira (26), contra o Coritiba, fora de casa, às 20h (de Brasília). Antes disso, no domingo (15), define seu futuro no Campeonato Paulista contra a rebaixada Ponte Preta, em Campinas (SP). Precisa só de uma vitória para selar a classificação às quartas de final.

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