A gestão Harry Massis Júnior, agora com um mês completado, ainda não efetivou a reforma administrativa prevista no São Paulo após a queda de Julio Casares: o alto valor em multas rescisórias que o clube do Morumbi teria que pagar se os novos administradores levassem a cabo todas as mudanças que planejavam fazer.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou com fontes da cúpula são-paulina, caso Massis demitisse todo mundo que restava na famigerada lista de mudanças definida, o custo total com indenizações poderia chegar a cerca de R$ 50 milhões.
Até aqui, conforme revelado à reportagem, as mudanças de alguns executivos da gestão Casares já costuram aos cofres são-paulinos cerca de R$ 3 milhões.
“Nunca se inflou tanto os salários no clube. Se tornou natural receber mais de R$ 100 mil por mês. Obviamente são contratos que possuem um gasto elevado na hora da rescisão”, apontou uma fonte consultada pelo AMT que preferiu não se identificar.
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Márcio Carlomagno é um desses exemplos. Massis conseguiu um acordo com o ex-CEO, em que ele cumpriria aviso prévio como forma de se aliviar o pagamento da rescisão, que ficou em torno de R$ 600 mil.
Mesmo assim, foi um caso único, já que Carlomagno teria papel vital na transição por ser uma das pessoas mais bem informadas das contas e rotinas da administração de Casares.
Em pelo menos outras 12 saídas, excluindo aqui diretores estatutários, que teoricamente não recebiam salário, não houve negociações para acordo como forma de tentar reduzir a rescisão.
Um exemplo é Moisés Assayag, assessor de Carlomagno, que ganhava comissionamentos como intermediário da operação do FIDC, que saiu junto com Márcio, segundo apurações, tem a receber mais de R$ 1,3 milhão de multa.
A situação atual é da atual diretoria são-paulina estar avaliando o fluxo de caixa entre entradas e saída para dar sequência à reforma administrativa. Mais nomes ligados à gestão Casares e que ainda ocupam cargo de destaque devem ter as saídas oficializadas até o final deste mês.










