SEM CUSTOS: Lucas terá salários e despesas pagas por seguro enquanto estiver lesionado e não dará prejuízo ao São Paulo

Lucas em visita ao seu bairro de origem em São Paulo (Foto: Reprodução/Instagram)

Lucas terá todas as despesas hospitalares, além de seu salário mensal enquanto estiver lesionado, pagos pelo seguro obrigatório que os clubes têm no Brasil, segundo aponta artigo da Lei Pelé. Assim, o São Paulo não terá grandes gastos com seu ídolo, que não deve retornar mais ao futebol nesta temporada, segundo informação do site The Football.

Uma das grandes reclamações da torcida tricolor é de que alguns jogadores de vencimentos altos ao clube passam mais tempo no departamento médico do que em campo, prejudicando financeiramente a instituição. Mas, em casos de contusões mais graves, como a de Lucas, há este alívio às equipes que aderem ao seguro.

O artigo 45 da Lei nº 9.615, a Lei Pelé, diz que “as entidades de prática desportiva são obrigadas a contratar seguro de vida e de acidentes pessoais, vinculado à atividade desportiva, para os atletas profissionais, com o objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos”.

Seus dois parágrafos apontam:

§ 1º A importância segurada deve garantir ao atleta profissional, ou ao beneficiário por ele indicado no contrato de seguro, o direito à indenização mínima correspondente ao valor anual da remuneração pactuada.

§ 2º A entidade de prática desportiva é responsável pelas despesas médico-hospitalares e de medicamentos necessários ao restabelecimento do atleta enquanto a seguradora não fizer o pagamento da indenização a que se refere o § 1o deste artigo.

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Cada jogador assina uma apólice de seguro diferente, dependendo de seu salário e acordo com o clube. Há, porém, um teto a ser pago aos atletas, mas geralmente esse valor é suficiente para cobrir as despesas a cada mês que ele permanecer impossibilitado de atuar por seu time. O balanço dos clubes comprova essa ausência de gastos com nomes que ficam afastados das atividades por mais de um mês.

Assim, o Tricolor arcaria inicialmente com os custos médicos e salários de Lucas Moura, até receber depois os valores reembolsados pela seguradora contratada.

Outra questão sobre os lesionados, é que nenhum clube pode rescindir contrato com seus jogadores fora de combate, com risco de ser multado e condenado na Justiça. O São Paulo, pelo contrário, tem o hábito de renovar por mais um ano contratos de seus contundidos.

Como a negociação com Lucas é um pouco mais complexa do que as do demais, sua situação contratual com o Tricolor ainda será definida entre as partes mais para frente.

Lucas Moura teve ruptura completa do tendão calcâneo da perna direita, passou por cirurgia na segunda-feira (4), e nesta terça (5) já recebeu alta para passar os primeiros dias de repouso em casa antes de retornar ao São Paulo para iniciar sua recuperação, que deve durar de seis a oito meses.

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