Depois de conquistar Roger, Luan volta à estaca zero com Dorival e deve, enfim, deixar o São Paulo

Luan titular contra a LDU em 2023, sob o comando de Dorival: perdeu espaço com a eliminação (Rubens Chiri/SPFC)

Sem Roger Machado, demitido em maio após a eliminação na Copa do Brasil, a situação do volante Luan voltou a ficar indefinida.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou, Roger era um dos maiores incentivadores para a diretoria sentar e iniciar as discussões para renovar o contrato da cria de Cotia, de 27 anos, que vai até o final do ano.

O problema, para Luan, é que o ex-treinador caiu e assumiu Dorival Júnior. Não que o atual comandante seja um desafeto do jogador. Longe disso. Mas o volante não conta com a total confiança. E há indícios…

Na última passagem de Dorival, que culminou no título da Copa do Brasil de 2023, Luan vinha de período encostado pelo antecessor Rogério Ceni. A impressão era de que ressurgiria, já eu apareceu nos titulares na partida de estreia do treinador, em 22 de abril daquele ano, na vitória por 3 a 0 sobre o América-MG. Mas logo acabou encostado. Ao ponto de que na reta final da campanha no principal mata-mata nacional, Alisson, então ponta, foi improvisado no meio-campo após Pablo Maia ficar ausente por conta do falecimento do pai.

Naquela temporada, Luan chegou a reaparecer no time nos jogos eliminatórios contra a LDU, pela Copa Sul-Americana. Chegou a ser elogiado, mas parece não ter convencido totalmente Dorival após a eliminação nos pênaltis para os equatorianos. E a parte física foi a justificativa utilizada.

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“São situações na parte da marcação, na retomada, então ele conversou muito, deu um feedback, que é muito importante para a gente. E eu falei para ele: “Professor, concordo e eu vou trabalhar em cima disso”. Então acaba o treino, e eu, assim como o Mendéz também, fazemos um trabalho a mais com o preparador físico para trabalhar e acontecer igual a hoje. Se precisar, estar pronto”, disse Dorival na ocasião.

“Sobre minha parte física estou bem, venho trabalhando muito. Mesmo se não posto em rede social, eu estou trabalhando no CT, fora do CT, sempre alinhado com os profissionais do São Paulo. As pessoas sempre vão falar e não dou importância. No dia a dia eu demonstro e o professor Dorival está vendo”, respondeu Luan à imprensa ao ser questionado das falar do treinador.

Bem, desde então, o volante, que já foi apontado como uma das grandes revelações da base tricolor e viveu o apogeu ao marcar o decisivo gol do título paulista de 2021 sobre o rival Palmeiras, derreteu. Foi afastado do plantel por Thiago Carpini e chegou a ser emprestado ao Vitória.

A sobrevida no Morumbi veio justamente com o retorno de Hernán Crespo, o treinador na conquista do Estadual. Luan, que esteve presente em algumas listas de dispensáveis pela diretoria desde o início do ano, foi reintegrado. E acabou sendo um dos pivôs indiretos pela demissão do argentino, após ser escalado como titular de forma surpreendente na semifinal do Paulistão, novamente contra o rival Palmeiras.

Bem, com Dorival de volta, o camisa 33, que jogou 14 partidas no ano, dez delas vindas do banco de reservas, até entrou em campo na reestreia ante o Millionários pela Sula, mas não saiu dos suplentes contra Botafogo e Boston River. No último jogo, ante o Remo fora de casa, sequer foi relacionado.

A preferência do treinador parece óbvia: a preferência por nomes da base, como Hugo Leonardo e Djhordney. Além, claro, de pedir a contratação de Newton, do Botafogo, por quem o clube abriu negociações. Colocando novamente a permanência de Luan em xeque.

Esse cenário reduz ainda mais o espaço de Luan no planejamento para o restante da temporada. A situação contratual também pesa. Como seu vínculo se encerra em dezembro, o Tricolor precisará definir nos próximos dias se pretende renovar o contrato ou negociar o jogador para evitar uma saída sem compensação financeira. Mas por todo o contexto, o sentimento é de que o ciclo está mesmo perto do fim.

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