Atendendo a um pedido da diretoria, as principais torcidas organizadas do São Paulo adotaram a orientação de não vaiar o zagueiro Arboleda na partida contra o Athletico-PR, logo mais, pelo Campeonato Brasileiro, em Bragança Paulista (SP).
A postura alinhada visa evitar um clima de hostilidade para o defensor em seu retorno à equipe titular.
A tendência durante o anúncio da escalação no telão é de neutralidade: o nome do jogador deve ser recebido em silêncio, sem aplausos, mas também sem manifestações de reprovação.
A avaliação interna e das arquibancadas é que Arboleda já reconheceu seus erros perante o grupo e a gestão, cabendo ao atleta apresentar a resposta em desempenho dentro de campo.
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O CASO
O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, promoveu na quinta-feira (16) um encontro com a imprensa segmentada independente que cobre o clube. O AVANTE MEU TRICOLOR esteve presente e trazemos tudo o que foi falado pelo mandatário na conversa, que não pôde ser gravada a pedido da assessoria de imprensa.
Massis detalhou as razões que levaram a diretoria e a comissão técnica a optarem pela reintegração do zagueiro Robert Arboleda ao elenco profissional.
O mandatário classificou como grave a conduta do defensor, que havia deixado o clube temporariamente sem prévia comunicação, mas ressaltou que a decisão de reincorporá-lo baseou-se em critérios técnicos, financeiros e jurídicos.
Segundo o dirigente, o pedido formal de desculpas por parte do atleta foi uma condição obrigatória para o seu retorno. “Ele não seria reintegrado se não pedisse desculpas à torcida, aos companheiros e à diretoria”, explicou o presidente.
Avaliação do quadro clínico e escassez de propostas
A diretoria também levou em consideração o aspecto humano e a justificativa médica apresentada pelo estafe do jogador para o período de ausência.
Massis afirmou ter se convencido do diagnóstico de depressão apresentado pelo zagueiro após reuniões internas e avaliações conduzidas pelo departamento médico.
No âmbito de mercado, o alto custo de manutenção do atleta e a falta de ofertas vantajosas inviabilizaram uma transferência imediata:
Custos fixos: O jogador possui vencimentos considerados elevados, o que tornava inviável mantê-lo afastado sem aproveitamento técnico;
Cenário de mercado: O São Paulo não recebeu propostas de compra pelos direitos econômicos do defensor. A única sondagem oficial partiu do Vitória, que solicitou o empréstimo do atleta, mas sem assumir o pagamento dos salários, modalidade que foi prontamente recusada pela diretoria paulista.
Limitações da legislação trabalhista
O processo de tomada de decisão do clube também encontrou amparo e restrições na esfera jurídica. Conforme destacado pelo diretor de comunicação, Felipe Espindola, o São Paulo ficou limitado pelas normas da legislação trabalhista vigente.
O zagueiro equatoriano reapresentou-se formalmente no CT da Barra Funda exatamente um dia antes do prazo legal que permitiria à instituição adotar medidas punitivas mais severas, como a rescisão de contrato por justa causa devido a abandono de emprego.
Diante do cumprimento do prazo legal e da necessidade de preservar o ativo financeiro do clube, a reincorporação ao grupo foi chancelada.










