Os dados financeiros oficiais apresentados pela gestão Harry Massis ao Conselho Deliberativo do São Paulo revelam um cenário de forte instabilidade orçamentária no primeiro quinquênio da temporada. Os números foram apurados pelo AVANTE MEU TRICOLOR junto a fontes da alta cúpula do clube do Morumbi.
No acumulado entre janeiro e maio, o Tricolor registrou um déficit operacional de R$ 65,5 milhões, motivado pelo não atingimento das metas de arrecadação combinado ao extrapolamento do orçamento de despesas.
De acordo com o balancete, o clube havia projetado uma receita bruta de R$ 315 milhões para o período, mas arrecadou R$ 308 milhões — frustrando a meta em R$ 7 milhões.
Por outro lado, os custos operacionais ultrapassaram a estimativa inicial de R$ 365 milhões, atingindo o montante de R$ 374 milhões (R$ 9 milhões acima do teto orçado).
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Projeção para o Fechamento do Semestre e Evoluição do Passivo
A perspectiva para os balanços dos meses de junho e julho indica maior agravamento das contas. A paralisação do calendário do futebol nacional decorrente da realização da Copa do Mundo reduziu drasticamente a arrecadação com bilheteria e sócio-torcedor, levando analistas e conselheiros a projetarem um prejuízo consolidado próximo a R$ 100 milhões no encerramento do primeiro semestre.
Como consequência do dessaranjo financeiro, o São Paulo vê os problemas financeiros refletirem em campo. O clube deve direitos de imagem, luvas e bônus aos jogadores, alguns nomes do elenco pediram para sair por conta das dívidas e convive com um transfer ban da Fifa que o impede de registrar dois reforços contratados, o zagueiro Domingos Duarte e o lateral-esquerdo Iago.
Paralelamente ao déficit do período, o endividamento total do São Paulo apresentou crescimento expressivo no ano:
Início de 2026: R$ 858 milhões
Maio de 2026: R$ 954 milhões
Variação: Aumento de R$ 96 milhões no passivo acumulado.










