O São Paulo recorreu às vias judiciais para cobrar dívidas pendentes de duas ex-patrocinadoras: a organização do torneio Vitória Cup e a Integra Assistência Médica, detentora da marca Blue Saúde.
Somados, os valores cobrados pelo clube paulista chegam a R$ 9 milhões. As informações foram reveladas inicialmente pelo portal ‘UOL‘.
Cobrança à Vitória Cup
A primeira ação envolve a Vitória Cup, competição amistosa realizada em 2025. O contrato de patrocínio, firmado em novembro de 2025 para a exibição da marca nos calções da equipe profissional, previa o pagamento de R$ 3 milhões até o fim de 2026. Contudo, os repasses foram interrompidos no segundo pagamento, o que levou ao encerramento da exposição do patrocinador em janeiro deste ano.
Em março, as partes rescindiram o vínculo e formalizaram um acordo de quitação no valor de R$ 500 mil, fracionado em 10 parcelas de R$ 50 mil. Diante do inadimplemento integral do distrato, a dívida retornou ao valor original pactuado e, acrescida de multa e correção monetária, totaliza atualmente R$ 1,34 milhão. Até o momento, os organizadores da Vitória Cup não se manifestaram publicamente sobre o litígio.
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Litígio com a Blue Saúde
A maior fatia do montante executado refere-se à Integra Assistência Médica (Blue Saúde), cujo contrato foi assinado em 2024 para estampagem na barra traseira do uniforme tricolor. Do montante original de R$ 17,4 milhões, o clube recebeu R$ 9,2 milhões até abril de 2025. A cobrança atual, de R$ 7,7 milhões, abrange cinco parcelas em atraso, multa rescisória, custas processuais e honorários advocatícios.
Em sua defesa, a Blue Saúde alega descumprimento contratual por parte da agremiação, sustentando que a marca foi removida do uniforme um dia após a notificação de atraso, desrespeitando o prazo legal de 14 dias para a regularização dos débitos.
Paralelamente, o São Paulo iniciou diligências para localização de bens da empresa visando à penhora. Foram identificados três investimentos que somam R$ 114 mil e dois veículos automotores.
A defesa da operadora de saúde contesta a constrição, argumentando que os ativos integram as reservas financeiras exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e gozam de impenhorabilidade. Os pedidos do clube aguardam apreciação judicial.










