Definitivamente você, torcedor que queira acompanhar notícias do São Paulo, cada vez menos tem de olhar as páginas esportivas e acompanhar o noticiário policial. Mais uma vez dirigentes do clube foram citados como investigados em casos criminosos.
Uma reportagem publicada pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo‘ revelou a existência de um inquérito da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro no São Paulo, a partir de uma denúncia anônima. O texto, porém, não deixa claro quais seriam as irregularidades nem descreve o que caracterizaria ilegalidade nas contratações analisadas. A apuração tem como foco a empresa Off Side Logística Esportiva.
Segundo a investigação, a suspeita é de que valores teriam sido desviados por meio de acordos entre o clube e a Off Side. O inquérito cita dirigentes são-paulinos do departamento de futebol e aponta o ex-diretor Carlos Belmonte Sobrinho, o ex-diretor-adjunto Nélson Marques Ferreira e o executivo Rui Costa como pessoas que teriam obtido “ganhos irregulares”, ainda que a empresa atue junto ao São Paulo há cerca de vinte anos.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> Em meio a maior crise da história, São Paulo anuncia aumento dos planos de sócio torcedor e vê adesão cair
>> “MENTIROSO!”: Denílson rebate versão de Marco Aurélio Cunha sobre tentativa de volta ao São Paulo e fica pistola
>> Ingressos para São Paulo x Mirassol: veja preços e como comprar para o primeiro jogo do ano pelo Paulistão
>> NÃO É QUE ACONTECEU: Corinthians atende Dorival e oferece troca de jogadores por Alisson; São Paulo pede volante
Em relatório, o delegado Tiago Fernando Correia afirma que “os fatos, antes nebulosos, ganharam contornos de um aparente esquema criminoso” e que “a arquitetura dos fatos sinaliza para a existência de uma engrenagem delitiva”, além de um “mosaico que indica que o clube pode ter sido sistematicamente lesado”, mas a reportagem não detalha contratos específicos nem explica como esses mecanismos teriam funcionado.
A Off Side nega irregularidades. Em resposta, afirmou que atua desde 2000 no mercado de logística esportiva, sempre com contratos formais, execução efetiva dos serviços, emissão regular de notas fiscais e “absoluta transparência operacional e financeira”. Sustenta ainda que sua atuação é restrita à logística terrestre. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa atende clubes como Palmeiras, Santos, Flamengo e o próprio Tricolor.
Já o São Paulo informou que a Off Side foi contratada apenas para serviços pontuais, sem contrato continuado ou exclusividade, com serviços formalizados por notas fiscais, sem identificação de irregularidades. Rui Costa declarou, por meio de advogado, que ainda não teve acesso à íntegra do inquérito, mas que prestará esclarecimentos e confia na comprovação de sua inocência, ressaltando que a empresa já trabalhava com o clube antes de sua chegada, em 2021. A defesa de Belmonte afirmou que acusações sem lastro probatório estariam sendo usadas para criar narrativas especulativas, destacando o momento em que surgem, após seu afastamento do clube e a manifestação de interesse em concorrer à presidência neste ano.
O inquérito acionou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para analisar a movimentação financeira da Off Side e de seus sócios nos últimos cinco anos, enquanto a reportagem relembra um ruído recente na relação da empresa com o Corinthians.










