Em primeiro dia, Massis sinaliza conciliação com oposição e promete quitar atrasados do elenco

Harry Massis em sua primeira aparição como presidente, no CT (Rubens Chiri/SPFC)

Em seu primeiro dia como novo presidente do São Paulo neste sábado (17), Harry Massis Júnior esteve no CT da Barra Funda para sua primeira conversa direta com o elenco do São Paulo e a comissão técnica desde que assumiu o cargo, após a aprovação do impeachment de Júlio Casares no Conselho Deliberativo. O encontro foi reservado, na parte interna do local, pouco antes do último treino da equipe antes do clássico contra o Corinthians, neste domingo (18), em Itaquera, pelo Campeonato Paulista.

A principal intenção da visita foi transmitir tranquilidade a quem trabalha diariamente no CT, um ambiente de que Massis era relativamente distante até agora.

Assim que foi oficializada sua ‘promoção’, ele reconheceu essa distância e afirmou que passaria a se colocar a par do clube. “Todos sabem que estamos vivendo um momento difícil”, disse, ao comentar o cenário político que levou ao afastamento de Casares.

Aos jogadores, Massis teria classificado o momento político como “desagradável”, mas afirmado que buscará fazer o melhor para o Tricolor enquanto permanecer no comando. Conforme apuramos, ele também teria dito que, depois de tomar conhecimento das contas do clube, irá quitar todas as pendências e que seguirá o mesmo planejamento de seu antecessor no âmbito esportivo, que pediu a conquista do Paulistão por questões financeiras e anímicas.

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Embora seja um nome menos presente na rotina política do clube, o interino não é totalmente estranho ao futebol. Ele integrou delegações em algumas partidas ao longo da gestão de Casares, inclusive em jogos recentes, quando o então presidente esteve ausente.

Além disso, em junho de 2019, cerca de um ano e meio antes de se tornar vice-presidente, ele foi um dos quatro signatários de um documento pedindo ao então presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, uma mudança “firme e rápida” no futebol do clube, durante um momento de crise. Ele também participou de uma reunião no Morumbi para discutir o assunto.

Caso confirme presença hoje no Itaquerão, como parece ser a tendência, Massis será o primeiro mandatário a acompanhar um jogo do São Paulo desde 20 de novembro, já que Casares não compareceu a nenhum dos seis últimos compromissos.

Há duas coincidências nesse recorte: a última partida com o presidente presente também foi contra o Corinthians, em Itaquera, assim como o primeiro jogo após a eleição de Casares, embora ainda antes de sua posse.

Enquanto Casares ainda terá seu futuro definido pelos sócios em até um mês, Massis assume provisoriamente em um contexto delicado. A ideia seria conduzir uma ‘gestão pacificadora’, voltada a um novo recomeço.

Ao contrário de Casares, Massis mantém uma relação cordial com a oposição e pretenderia chamar parte dela para conversar. Ainda não está claro como isso afetará o cenário em que mudanças em algumas das diretorias executivas são esperadas. A reportagem apurou que elas não deverão ser anunciadas somente a partir de segunda-feira (19), já que a prioridade imediata do clube seria o clássico.

O novo presidente passou o dia procurado por aliados, puxas-saco e pessoas bem intencionadas que se colocaram à disposição para ajudar, mas manteve um certo tom de neutralidade e se recusou a discutir política interna no primeiro dia como mandatário. No fim da tarde, chegou a ir ao Morumbi após passar boa tarde do sábado no CT e se reuniu com áreas específicas, como comunicação e marketing. Mas o assunto foi limitado a alinhar novas estratégias a serem adotadas pelo clube em suas redes e site, passando longe de se discutir temas sensíveis como cortes e mudanças estruturais.

* Com Alexandre Giesbrecht, do ANOTAÇÕES TRICOLORES

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