O São Paulo oficializou na manhã desta terça-feira (27) a venda do meia-atacante Rodriguinho para o Bragantino. A negociação estava fechada há mais de 15 dias, mas foi interrompida por conta do processo de impeachment sofrido pelo ex-presidente Julio Casares.
Depois de muita desinformação sobre os reais valores do negócio, o clube do Morumbi informou que a agremiação interiorana acertou a compra de 80% dos direitos do jogador por US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões).
O Bragantino vai pagar US$ 2,5 milhões à vista (aproximadamente R$ 13,1 milhões) e US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) em janeiro de 2027.
O Tricolor ainda permanecerá com 20% dos direitos econômicos do atleta, cujo contrato com o clube era válido até 31 de dezembro de 2026.
Além do montante, o São Paulo poderá receber bônus condicionados ao desempenho esportivo do atleta e do Bragantino.
Revelado em Cotia, Rodriguinho foi promovido ao elenco principal em 2022. De lá para cá, ele disputou 53 jogos, marcou dois gols e deu três assistências.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, a decisão do clube do Morumbi em vender sua joia se deu pela falta total de avanço nas tratativas com o estafe do jogador de 21 anos pela renovação do contrato. Rodriguinho tem vínculo com o São Paulo até dezembro. E, sem acordo para uma renovação, poderia assinar um pré-acordo com quem entender a partir de julho.
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Internamente no clube, a questão foi tratada de maneira clara: seus empresários iriam esperar chegar o meio do ano para acertarem a saída. E o Tricolor se antecipou para não ficar de mãos abanando em uma negociação.
Segundo fontes do Morumbi ouvidas, o estafe do meia não apresentou as ofertas europeias que dizia ter, o São Paulo colocou o jogador oficialmente no mercado em dezembro, quando topou negociá-lo com o Botafogo na famigerada troca de jogadores que acabou não se concretizando.
Não importa, pois o sinal foi claro. E era evidente que interessados apareceriam. Rodriguinho atende o perfil de contratação que interessa o Bragantino: jovem, de boa formação em Cotia e com potencial de revenda.
O São Paulo alega que procurou ao menos três vezes o estafe de Rodriguinho no ano passado para tentar renovar o contrato. A pedida salarial, contudo, estava bem acima do que pretendia pagar o clube. Para tentar o acordo, o Tricolor tentou até mesmo diminuir o tempo de contrato sugerido: de 2029 nas primeiras tratativas, foi para 2028 nas últimas conversas.










