O torcedor do São Paulo mais atento certamente conhecia bem de perto os nomes dos dois diretores que acabaram afastados após serem denunciados por supostamente estarem comercializando ilegalmente ingressos para camarotes do Morumbi durante a realização de um show no primeiro trimestre.
Um deles, Mara Casares, trem ligação íntima com o presidente Julio Casares, afinal a hoje diretora cultural de shows e eventos do clube foi ex-mulher do mandatário.
Agora, os holofotes caem de novo sobre Douglas Schwartzmann, que estava responsável pelas categorias de base do Tricolor.
Pois bem, o ex-diretor coleciona acusações e polêmicas desde 2014 dentro do Morumbi.
Em 2021, chegou a se tornar réu por lavagem de dinheiro de recursos supostamente desviados do clube durante a gestão de Carlos Miguel Aidar (2014-2015).
Foi, juntamente com outros dirigentes denunciados, absolvido, mas os detalhes da história são importantes. Schwartzmann apareceu na famigerada gravação clandestina feita pelo ex-vice-presidente Ataíde Gil Guerreiro em 2015. Na ocasião, o homem forte do futebol são-paulino gravou conversa com o então presidente Aidar.
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“O Douglas tá pedindo comissão em tudo, ele veio aqui, descaradamente”, disse Aidar. Na época, Schwartzmann era diretor de marketing e comunicação. A gravação acabou levando à renúncia de Aidar, e em conjunto com várias outras denúncias graves envolvendo a gestão, passou a ser investigada pelo Ministério Público Estadual de São Paulo.
Em setembro de 2021 o MP-SP ofereceu denúncia. Tornaram se réus o próprio Schwartzmann, o ex-presidente Aidar, sua ex-namorada Cinira Maturana, o ex-diretor jurídico Leonardo Serafim e uma série de pessoas externas ao clube. O MP apontou, na acusação, a existência de um suposto esquema de desvio a partir de contrato com o escritório de advocacia do advogado José Roberto Cortez.
Por meio de quebra de sigilos, o órgão afirmou que recursos eram pagos ao escritório e depois retornavam para Aidar, Cinira e Serafim por meio de complexas operações financeiras.
A coluna teve acesso, na época, às quebras de sigilos. Douglas não era beneficiado por nenhum repasse, mas foi denunciado por lavagem de dinheiro – segundo o MP-SP, ele teria participado de operação para ocultar a origem do dinheiro por meio de uma compra de um imóvel e uma movimentação financeira.
Todos os fatos narrados aconteceram entre 2014 e 2015. Julio Casares era, na época, vice-presidente na gestão, mas não virou réu e nem é citado na investigação.
Em junho de 2022, todos os dirigentes foram absolvidos de todas as acusações.
Uma manifestação do São Paulo no processo, na qual o clube reputava os pagamentos alvo de investigação como regulares e devidos e afirmava não haver qualquer indício de furto foi preponderante na decisão da Justiça. A suposta vítima disse não haver crime.
Na época dessa manifestação, já na gestão Casares, Douglas Schwartzmann era secretário executivo da presidência. Serafim, outro réu no processo, não ocupava cargo, mas era aliado importante e de confiança da diretoria – aparece, inclusive, em imagens das comemorações do título paulista de 2021.
A absolvição foi confirmada pelas instâncias superiores, e abriu caminho para que Schwartzmann assumisse a posição de diretor adjunto das categorias de base, em Cotia. Ele ocupou o cargo até hoje, quando pediu licença após a nova denúncia envolvendo venda clandestina de camarotes, publicada pelo ‘Globo Esporte‘.










