São Paulo divulga nota para rebater denúncia de ‘gestão temerária’ feita ao Ministério Público

Casares em entrevista coletiva no mês de outubro (Rubens Chiri/SPFC)

O São Paulo divulgou uma nota oficial na manhã desta terça-feira (9) para rebater uma denúncia anônima de ‘gestão temerária’ do presidente Julio Casares recebida pelo Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP).

De acordo com o texto do clube do Morumbi, “o São Paulo respondeu a pedidos de esclarecimentos a respeito de atos realizados e aprovados pela atual gestão do clube e seus órgãos de governança interna.”

“O São Paulo segue à disposição para eventuais novas informações e demais esclarecimentos que o órgão julgue necessários, de forma transparente e à luz dos procedimentos legais cabíveis”, aponta a nota.

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O AVANTE MEU TRICOLOR apurou que a manifestação pública do Tricolor teria se dado por pedido da própria Promotoria, que ainda estaria avaliando se abre ou não inquérito para investigação.

Ademais, a denúncia teria sido embasada por quatro acusações feitas pelo delator: venda de atletas da base por valores abaixo do mercado; déficit de R$ 287 milhões em 2024; proposta para implementação do FIP (Fundo de Investimento e Participações) de Cotia e a abertura sociedade do filho do presidente Julio Casares com um empresário de jogadores da base em uma empresa de artigos para pets.

De acordo com fontes do São Paulo consultadas pelo AMT, as denúncias não vieram acompanhadas de nenhum tipo de documentação. E o clube apresentou formalmente sua defesa ao órgão na última segunda-feira (8) respondendo todos os pontos onde foi acusado.

“Sobre a venda de jogadores, o São Paulo mostrou ao MP que outros clubes venderam também jovens atletas num custo parecido com o que vendeu os seus no relato da denúncia. Exemplos: Matheus Gonçalves, do Flamengo, Isaque, do Fluminense, e Vanderlan, do Palmeiras, são valores similares”, disse à ‘ESPN‘ o advogado do São Paulo no caso, Guilherme Salutti.

“Da questão do déficit de 2024, o São Paulo tinha uma meta de venda de atletas que se valorizaram com a conquista da Copa do Brasil, o que acabou não acontecendo, como, por exemplo, o Pablo Maia, que se lesionou”, completou.

“Em 2020, Julinho Casares abriu uma plataforma de pets com alguns sócios, mas por causa da pandemia a empresa nunca funcionou. Anos depois, um desses sócios começou a trabalhar com futebol, fazendo gestão de atletas jovens. Esse caso já foi até objeto de compliance no clube e nada foi detectado”, seguiu o advogado.

“Alegamos ao MP que essa denúncia não é direcionada a alguma pessoa específica da direção ou do clube e, com isso, a tal denúncia anônima perde força. O São Paulo está colaborando para esclarecer todos os questionamentos do MP”, concluiu.

A reportagem procurou o MP-SP para posicionamento, mas não foi respondida até a publicação desta reportagem.

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