A DURA VIDA DE DORIVAL: Treinador ainda não repetiu uma escalação sequer em retorno ao São Paulo

Dorival durante jogo do Tricolor: dificuldades (Alexandre Schneider/Getty Images)

Em sua terceira passagem pelo comando do São Paulo, o técnico Dorival Júnior convive com um recorde um pouco bizarro: ele ainda não conseguiu repetir a formação inicial da equipe uma vez sequer.

Entre a sua estreia no cargo, em 19 de maio — contra o Millonarios, pela Copa Sul-Americana —, e o empate com o Mirassol no último sábado (24), fora de casa, o treinador escalou 22 times diferentes em 22 partidas disputadas.

A alta rotatividade nos 11 iniciais reflete tanto ajustes táticos da comissão técnica quanto constantes problemas físicos no elenco. Ao longo de cinco meses, o Tricolor enfrentou desfalques por lesão, transferências de jogadores e imprevistos de última hora que exigiram adaptações na montagem da equipe.

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Mudança tática, saídas e problemas físicos

A primeira escalação adotada por Dorival contava com Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Dória e Enzo Díaz; Danielzinho, Bobadilla e Luciano; Artur, Ferreirinha e Calleri. Desde aquela partida, três atletas deixaram o clube, enquanto os outros oito titulares passaram por períodos de tratamento no departamento médico.

A alteração estrutural no estilo de jogo também contribuiu para as variações. Ao substituir Roger Machado, que atuava com uma linha defensiva de quatro jogadores, Dorival alterou o esquema tático para uma formação com três zagueiros após uma sequência de resultados adversos.

A gestão de desgaste físico influenciou diretamente o planejamento. Em partidas fora de casa pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, a comissão optou por alinhar formações alternativas. A preservação de titulares voltou a ocorrer na Série A diante do Palmeiras, em razão do confronto decisivo contra o Boca Juniors pelas quartas de final do torneio continental.

As contusões provocaram alterações até momentos antes do apito inicial. No clássico contra o Santos, em 2 de outubro, o goleiro Rafael sentiu dores na região lombar durante o aquecimento e foi substituído por Carlos Coronel. Na mesma partida, o atacante Luciano sofreu uma lesão na virilha, mas precisou atuar no sacrifício até o fim devido ao esgotamento das substituições regulamentares.

Em apenas quatro oportunidades o treinador manteve dez dos 11 titulares entre dois jogos. A manutenção quase completa da estrutura ocorreu em partidas consecutivas contra Boston River (26 de maio) e Remo (31 de maio), e diante de Flamengo (26 de julho) e Grêmio (8 de agosto). As demais manutenções parciais deram-se no duelo contra o Boca Juniors (15 de setembro), que repetiu dez atletas utilizados anteriormente contra Red Bull Bragantino (29 de agosto) e Atlético-MG (5 de setembro).

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