APOTEOSE TRICOLOR: São Paulo afasta bloco da zebra, vence Ponte e se garante no desfile das quartas do Paulistão

Lucas Ramon marcou o seu primeiro gol com a camisa tricolor (Paulo Pinto/SPFC)

De quase rebaixado a classificado…

Como se tornou rotina desde 2001, aliás foi o único clube paulista desde então a conseguir isso, o São Paulo está garantido na fase de mata-mata do Campeonato Paulista.

Na noite deste domingo (15), o time tricolor chutou de vez o fantasma da zebra que rondava o Morumbi, o mau retrospecto em Campinas (SP) e venceu por 2 a 1 a Ponte Preta, em pleno Moisés Lucarelli, na oitava e última rodada da fase de classificação da competição estadual.

Com o resultado, o São Paulo está nas quartas de final do Paulistão, se classificando com 13 pontos, na sexta posição. Com o cruzamento olímpico tradicional, o adversário será o Bragantino. O mando é deles e o estádio certinho, assim como data e horário do confronto (que acontece no próximo final de semana) serão anunciados pela Federação Paulista de Futebol.

Em meio ao clamor por parte da torcida pelo uso de um time misto, muito provavelmente pela posição da Ponte no certame, já rebaixada, Crespo bateu o pé e mandou em campo sua força máxima.

Atitude que podemos considerar correta, visto que o duelo não deixava de ser decisivo, onde o clube tricolor precisava da vitória para se garantir no mata-mata.

Dar ao jogo a importância que ele pedia se mostrou uma decisão acertada. O São Paulo enfrentou adversidades no interior. Um adversário retrancado, um gramado alto e ruim para o estilo de jogo são-paulino, uma iluminação precária…

Fatores que pesaram para que o abre-alas tricolor demorasse a engatar na quente noite campineira. Quase tudo que se tentou em campo deu errado. A verticalização não funcionou, a transição rápida, arma mostrada na excelente vitória sobre o Grêmio no meio de semana, acabou barrada.

Demorou para o Tricolor encontrar seu rumo e o gol só saiu aos 38 minutos. Na primeira inversão de jogo da esquerda, onde o time de Crespo insistiu mais do que deveria suas jogadas, para a direita, Lucas Ramon, que vai se tornando titular absoluto da posição, invadiu a área e tocou no canto esquerdo de Diogo Silva para abrir o placar.

O gol poderia ser o indício de uma tranquilidade maior para o São Paulo. E o sentimento até cresceu na volta do intervalo, quando Sabino lançou e Calleri dominou para bater de primeira e ampliar o marcador a favor do visitante.

Mas ledo engano, com a faca e o queijo na mão, o Tricolor vacilou e, logo aos 6, viu a Ponte diminuir, com Bryan Borges aproveitando cruzamento na área para marcar.

Susto desnecessário, mas que se provou algo isolado, visto que decorrer da etapa final de jogo, a Ponte mostrou porque caiu com antecedência, sem inspiração e criatividade nenhum e vendo o São Paulo segurar a posse de bola e diminuir o ímpeto, cozinhando o resultado e abrindo mão de se lançar ao ataque para correr mais riscos. Agora é esperar o desfile do mata-mata na semana que vem.

Classificação fornecida por Sofascore
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