ESCÂNDALO DO CAMAROTE: Justiça cobra mais detalhes sobre prejuízo ao São Paulo e rejeita prisão de acusada

Mara Casares durante evento no clube social do Tricolor (Instagram)

O São Paulo enviou à força-tarefa que apura a exploração irregular de um camarote no Morumbi um primeiro cálculo de prejuízo financeiro ligado ao caso.

No entanto, que a promotoria teria considerado o material insuficiente e solicitou uma análise mais detalhada, já que os números apresentados se limitariam ao show da cantora Shakira, realizado em fevereiro do ano passado e que deu origem ao escândalo narrado em áudio divulgado em dezembro.

Além disso, investigadores afirmam ter documentos que indicam uso indevido do espaço pelo menos desde 2023.

Após a devolutiva, o clube teria passado a reunir dados internos mais amplos para encaminhar às autoridades, que esperam receber um levantamento mais preciso.

Enquanto isso, a investigação sobre a comercialização clandestina do camarote no Morumbi ganhou mais um capítulo. Segundo o portal ‘UOL‘, a Justiça de São Paulo rejeitou, no mês passado, um pedido do Ministério Público para decretar a prisão temporária de Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária no caso.

AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> TIMES DEFINIDOS: Cabeça de chave, São Paulo conhece os potes do sorteio da Copa Sul-Americana
>> ROGER NÃO SE ILUDE COM ESTREIA ‘PERFEITA’: “MANTER A BUSCA PELA CONFIANÇA DO TORCEDOR EM TODO JOGO”
>> SEGUE O LÍDER! Roger começa com pé direito e leva São Paulo a ponta do Brasileirão em estreia: veja a classificação
>> Melhores momentos de São Paulo x Chapecoense: os gols e lances da vitória na estreia de Roger Machado
>> DO JEITO QUE ELE GOSTA! Calleri diz adorar jogo com chuva e dedica vitória a Crespo

A decisão corre sob sigilo e também reconheceu o direito dela de permanecer em silêncio durante as investigações. De acordo com o site, havia preocupação entre investigadores com a possibilidade de destruição de provas ou obstrução das apurações, que continuam em andamento. O pedido de prisão e sua negativa ocorreram antes de Adriana prestar depoimento na delegacia, em 24 de fevereiro. Na ocasião, ela compareceu, mas decidiu não responder às perguntas e depois passou mal.

De acordo com seus advogados, o silêncio ocorreu por motivos de saúde, e ela se colocou à disposição para retornar em outra data.

Adriana é a responsável por gravar uma conversa com os ex-diretores do Tricolor Mara Casares e Douglas Schwartzmann a respeito da locação de um camarote no estádio. No áudio, os próprios dirigentes referem-se ao espaço como “clandestino”.

A defesa de Adriana afirma ter sido informada sobre o pedido e a decisão judicial, mas diz não ter tido acesso aos documentos. Os advogados declararam desconhecer formalmente a medida.

“A defesa recebeu com surpresa a informação de que teria sido formulado um pedido de prisão temporária, aparentemente indeferido pelo juízo competente, sem qualquer confirmação acerca de quem seria a pessoa alvo da medida”, diz o texto.

O ‘UOL‘ também apurou que o episódio provocou reação dos investigados ligados ao clube. O pedido de prisão apareceu anexado ao inquérito principal na última sexta-feira (6), mas sem a indicação do nome do alvo. Diante disso, Mara e Schwartzmann solicitaram acesso aos detalhes da solicitação.

Em decisão publicada na quinta-feira (12), a Justiça negou o acesso e esclareceu que o pedido não dizia respeito aos dois ex-dirigentes, mas, sim, à intermediária Adriana, que também é investigada no processo.

O caso do camarote tornou-se o primeiro dos três inquéritos criminais em andamento envolvendo o São Paulo a ser conhecido. Outros dois investigam suspeitas de recebimentos em dinheiro vivo pelo ex-presidente Júlio Casares e possíveis irregularidades em contratos do clube social. Todos os procedimentos tramitam em segredo de Justiça.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *