O zagueiro Diego Costa passou quase dez anos no São Paulo, desde sua chegada em 2015, ainda para defender o time sub-17, até 2024, quando se transferiu ao Krasnodar, da Rússia. Aos 20 anos já era titular no Tricolor, chegou a barrar o ídolo Miranda até aceitar proposta europeia e deixar o clube que o revelou ao futebol.
Mas o verdadeiro motivo de sua saída só foi revelado agora pelo ex-são-paulino, uma lesão que deixou constantes dores ao defensor e tirou seu ritmo de jogo no Tricolor.
“Depois da final da Sul-Americana (em 2022), eu já estava jogando com muitas dores. Quando voltei a atuar, demorei muito para entrar em ritmo. Não consegui recuperar o ritmo que tinha no começo”, disse Diego Costa em entrevista à Trivela.
“Como voltei de lesão e não fiz pré-temporada, fiquei um ano jogando sem conseguir treinar adequadamente. Por conta do calendário, tive de voltar logo. Não me sentia bem em relação ao que poderia entregar para o clube na minha volta”, revelou o Made in Cotia.
Foi em 2022, após normal instabilidade na equipe profissional, que assumiu de vez a titularidade da zaga tricolor, sob o comando de Rogério Ceni, que transformou Diego em capitão do time, deixando o experiente Miranda no banco de suplentes.
“Rogério Ceni me deu a braçadeira de capitão por eu ser um cara que sempre trabalhou muito e buscou dar o melhor. Dentro de campo, sempre gostei de ajudar os companheiros os orientando no jogo. Como um líder muito novo, você aprende muito, mas também erra bastante. Felizmente, aprendi com os jogadores mais velhos”.
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Mesmo não se sentindo em plenas condições no ano seguinte devido à lesão, seguiu jogando, agora com Dorival Jr de treinador.
“Com o Dorival, consegui ter um pouco de sequência e jogar as partidas mais importantes daquela campanha da Copa do Brasil. Joguei também a Supercopa com o Carpini, porém ainda não me sentia 100% fisicamente ou com total confiança por conta da lesão”.
“Quando comecei a voltar a jogar, já não estava tendo tanto espaço, e foi quando apareceu a proposta do Krasnodar”, contou o defensor.
Mesmo com o país de destino banido das competições europeias devido à guerra, Diego Costa acabou seduzido pelo projeto apresentado pelos russos para sua ida ao velho continente.
“Eles me apresentaram um projeto aqui na Rússia. Tudo o que me prometeram foi cumprido, cheguei muito bem respaldado. Eu vi que precisava disso: de um novo ambiente, de crescer, amadurecer e vir para a Europa. Queria conhecer outra cultura e um futebol muito físico. Sou muito grato por tudo o que vivi no São Paulo, mas este foi um passo importante na minha carreira que está me fazendo amadurecer bastante”, revelou o atleta.
Hoje Diego Costa é um dos líderes do Krasnodar, com ótimos números defensivos e mais de 60 partidas pela equipe, com três gols marcados. A adaptação, obviamente foi complicada, mas o xerifão tem planos de seguir no exterior e descarta um retorno ao São Paulo no momento.
“Para se acostumar e entrar na cultura deles, é difícil. Você sai do Brasil, daquele calor, da torcida, tem praia, sol o tempo todo e um clima bom. E aí você vem para cá. Querendo ou não, sente a mudança, mas em Krasnodar é muito quente. Inclusive, hoje passamos o dia inteiro com sol e um clima agradável”, contou.
“Meu foco está totalmente nesta etapa final de campeonato. Quero conquistar essas taças pelo clube e voltar a fazer história aqui. É isso que talvez me leve para outro clube ou outro lugar no futuro, já que no futebol as coisas mudam muito depressa”, destacou o zagueiro.
Pelo Tricolor, entre 2019 e 2024, Diego Costa entrou em campo 161 vezes, com cinco gols marcados, e as conquistas da Copa do Brasil 2023 e a Supercopa do Brasil 2024.










