Procuradoria do STJD denuncia Bobadilla após polêmica por gesto obsceno em clássico

Bobadilla durante partida pelo Tricolor no Brasileirão (Ricardo Moreira/Getty Images)

A procuradoria do STJD denunciou Bobadilla pelos acontecimentos do clássico entre Corinthians e São Paulo, disputado no domingo (10), em Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro. O volante tricolor foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, referente a “qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras”. A pena prevista varia de um a seis jogos de suspensão.

A denúncia está ligada ao gesto feito pelo paraguaio na comemoração do primeiro gol são-paulino. Em campo, jogadores do Corinthians pediram a expulsão imediata do atleta, alegando gesto obsceno. O árbitro Ânderson Daronco e o VAR, porém, entenderam que a situação tinha contexto diferente dos casos recentes envolvendo jogadores corintianos expulsos por atitudes semelhantes.

Segundo a interpretação da arbitragem, o gesto de Bobadilla possui conotação cultural comum em países de língua espanhola e, além disso, não teria sido direcionado a adversários. Ainda assim, os corintianos reclamaram bastante durante a partida. Em análise publicada no Twitter, o dublador Gustavo Machado identificou um momento em que um jogador do Corinthians diz ao volante são-paulino: “Nós já levamos dois vermelhos por causa disso.”

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Na denúncia, a procuradoria adotou entendimento diferente do aplicado em campo. O órgão afirmou que “é de conhecimento público e notório, amplamente registrado em imagens de transmissão e mídias sociais, que o referido atleta praticou gesto obsceno em direção à torcida adversária, em contexto ligado diretamente à partida”.

O Corinthians também foi denunciado em três artigos diferentes, tratando do atraso na volta do intervalo e do descumprimento da padronização previamente definida para o uniforme dos goleiros, além do caso mais delicado, que diz respeito aos objetos arremessados no gramado durante a comemoração do primeiro gol do São Paulo.

Foram lançados um cigarro eletrônico, um isqueiro e um óculos de sol em direção aos atletas tricolores. Calleri chegou a ser atingido no braço esquerdo pelo vape, situação que gerou princípio de confusão entre jogadores das duas equipes. Na súmula, Daronco registrou: “Relato que, no momento do gol do São Paulo, foi arremessado no campo de jogo, em direção aos atletas do clube que estavam comemorando o gol, um vape, um isqueiro e um óculos de sol. Não foi possível identificar se os mesmos atingiram algum atleta.”

A Procuradoria, porém, considerou que as imagens deixam claro que um dos objetos acertou Calleri e destacou o risco provocado pela situação dentro do gramado. Os dois julgamentos estão marcados para quinta-feira (14).

* Com Alexandre Giesbrecht, do ANOTAÇÕES TRICOLORES (conheça mais do trabalho do parceiro clicando aqui)

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