Na última segunda-feira (18), antes mesmo de Dorival Júnior falar a primeira frase como novo técnico do São Paulo em sua apresentação oficial, o executivo de futebol Rui Costa pediu a palavra. Tratou de desmentir informação surgida um dia antes, de que o clube iria reintegrar Arboleda. Segundo ele, a ideia nunca passou por sua cabeça. Na dele, pode até ser. Mas houve sim gente que queria a volta do equatoriano. E mais do que disciplina, os motivos mais plausíveis estão do outro lado do mundo, mais precisamente na Arábia Saudita.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Pepe Chamurro, empresário do zagueiro de 34 anos, teve um bom motivo para convencer o clube do Morumbi a manter seu jogador treinando em separado. Uma sonhada forma de conseguir dinheiro com ele se tornou mais palpável com a sondagem recebida do país asiático.
A coisa ainda é embrionária, mas já causa certo frisson nos corredores da Barra Funda. Um clube saudita, que não teve o nome revelado, teria procurado o estafe de Arboleda interessado em contratá-lo na próxima janela de transferências. E para isso estaria disposto a pagar uma compensação ao Tricolor.
A frase enche de expectativa os dirigentes são-paulinos, que andavam pensando em reintegrar Arboleda não apenas para ele ser utilizado por Dorival (como sim, o treinador desejava), mas para melhorar um pouco sua imagem no mercado. Sondagens ocorridas anteriormente de clubes brasileiros não avançaram porque se descobriu o óbvio: além da desconfiança com o jogador, tido como indisciplinado, ninguém queria pagar para tê-lo.
Cenário esse que muda completamente com a sinalização saudita…
O AVANTE MEU TRICOLOR revelou no início do mês que um dos motivos para o São Paulo ter desistido de rescindir o contrato com Arboleda partia, principalmente, pela suspeita de que o zagueiro de 34 anos já estava acertado verbalmente com outra equipe.
Pois bem, era verdade.
À reportagem, fontes da cúpula são-paulina revelaram que Arboleda e seu estafe queriam se livrar do vínculo com o clube do Morumbi porque estavam conversando com o Athletico-PR.
Segundo consta pelos dirigentes tricolores, os paranaenses estavam quase acertando bases salariais para ter o zagueiro como reforço assim que ele conseguisse a liberação no São Paulo.
Os dirigentes são-paulinos aguardaram o contato do Athletico para liberarem Arboleda na abertura da nova janela de transferência, em julho. Mas claro que a coisa nunca avançou.
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O CASO
Arboleda está de volta ao São Paulo. Após quase um mês de ausência, o zagueiro de 34 anos se reapresentou na tarde do último dia 4 no CT da Barra Funda e, conforme já revelou o AVANTE MEU TRICOLOR, ficou decidido que ele será multado e permanecerá treinando em separado até a próxima janela de transferência, quando deverá ser negociado.
À reportagem, fontes da cúpula são-paulina apontaram alguns dos motivos pelo qual se desistiu do plano de rescindir o contrato do equatoriano, que vai até o final de 2027.
“Estamos priorizando a proteção financeira e o controle disciplinar sobre a ruptura imediata”, disse uma das pessoas consultadas.
Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de seus representantes, o equatoriano foi formalmente repreendido pela cúpula de futebol, composta por Rui Costa e Rafinha, que deixaram clara a insatisfação com sua ausência injustificada.
Como punição administrativa, o atleta sofreu um corte severo em seus vencimentos, correspondente a um mês de salário, além de permanecer sujeito a novas multas conforme o regulamento interno.
Mas a recusa em rescindir o contrato fundamenta-se em uma análise técnica de riscos. Juridicamente, a justa causa foi enfraquecida pelo retorno do jogador antes do prazo de 30 dias que caracteriza o abandono de emprego, o que poderia arrastar o clube para uma disputa judicial incerta e onerosa.
Sem completar os 30 dias corridos de sumiço, Arboleda tem argumentação, principalmente na Fifa, para não só obter um ganho jurídico sobre o São Paulo, mas como também abocanhar uma indenização. “As pessoas olham apenas para as leis trabalhistas brasileiras, mas se esquecem que é um caso internacional”, disse uma fonte do clube consultada.
Por outro lado, uma rescisão amigável foi descartada por ser considerada um contrassenso estratégico: além de não gerar compensação financeira, permitiria que o defensor reforçasse rivais diretos sem custos, transformando um ato de indisciplina em um benefício direto ao infrator.
“Ele nunca escondeu que o objetivo era deixar o São Paulo. Evidentemente não há clima para sua permanência. Mas autorizar sua saída como se nada tivesse acontecido, além de atender o seu desejo, criaria uma prerrogativa perigosa para outros atletas que desejam fazer o mesmo. Existe um ano de contrato ainda. E o São Paulo não pode se dar a esse luxo”, apontou.
O AMT já revelara anteriormente que o clube do Morumbi estava bem ciente que havia interessados em Arboleda aguardando apenas a rescisão contratual para poder assinar com ele.
Diante desse cenário, o São Paulo adotou um isolamento produtivo para o atleta. Arboleda passará por uma bateria completa de exames clínicos e testes de performance para avaliar o impacto do período de inatividade, seguindo para um cronograma de recondicionamento físico individualizado.
Antes de mais nada, trata-se de uma prerrogativa para mostrar aos interessados no zagueiro que ele está em plenas condições de transferência. “Trata-se de uma etapa de recuperação física e disciplinar, cujo objetivo final é manter o jogador em condições de mercado para que possa ser negociado ou envolvido em trocas assim que a próxima janela de transferências for aberta”, resumiu uma fonte consultada pelo AMT.










