O presidente do São Paulo, Harry Massis, reuniu-se na tarde desta terça-feira (30/6) com representantes da instituição financeira XP para debater uma nova proposta de aporte financeiro ao clube. A aproximação entre as partes foi intermediada pelo conselheiro Marcelo Pepe e foi revelada pelo AVANTE MEU TRICOLOR no fim de maio.
Os novos valores apresentados superam o projeto anterior, que estipulava um montante de R$ 1,2 bilhão — divididos entre R$ 700 milhões para o abatimento de débitos e R$ 500 milhões para a modernização do Morumbi.
Embora as cifras definitivas do novo documento não tenham sido divulgadas oficialmente, a reportagem apurou que o teto da operação pode ultrapassar a marca de R$ 1,7 bilhão, mantendo o modelo estrutural pré-estabelecido.
VEJA TAMBÉM:
>> Clube francês tem interesse em Bobadilla, e São Paulo já monitora companheiro de seleção do Paraguai
>> Zagallo impediu o São Paulo em 98 de bater seu recorde de jogadores em Copas pelo Brasil
>> FEZ HISTÓRIA! Bobadilla é determinante e ajuda o Paraguai a eliminar a Alemanha da Copa do Mundo
>> URGENTE: SÃO PAULO SONDA VOLANTE REVELADO PELO INTERNACIONAL E ZAGUEIRO ANGOLANO DO BOTAFOGO
>> Chegada de Dorival faz São Paulo negociar liberação de Thiago Maia com o Internacional
Quitação de débitos imediatos e planejamento tributário
Nos bastidores da diretoria, avalia-se que o recebimento à vista de um aporte de R$ 700 milhões seria suficiente para liquidar integralmente as dívidas imediatas do clube, abrangendo passivos bancários e obrigações trabalhistas.
Sob esse cenário, restariam em aberto apenas os débitos tributários, que seriam integrados ao passivo de longo prazo da instituição para renegociação e parcelamento em um horizonte de até 30 anos.
O saneamento destas contas é visto internamente como um passo fundamental para restabelecer a capacidade de investimento no elenco principal a partir da próxima temporada.
Contrapartidas contratuais e modelo de cogestão
O presidente Harry Massis recebeu formalmente a documentação e sinalizou que submeterá a proposta a uma análise do corpo técnico do clube antes de encaminhá-la para deliberação no Conselho Deliberativo. Como os termos contratuais permanecem protegidos por cláusulas de sigilo, os detalhes operacionais ainda são restritos.
As informações preliminares indicam que o contrato de investimento teria vigência de 30 anos, com incidência de juros estimados em 1,1% ao mês.
O formato do negócio não prevê a transformação do São Paulo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Em contrapartida ao aporte, a XP assumiria prerrogativas de cogestão financeira por meio da indicação de um gerente para o departamento de finanças tricolor.
Adicionalmente, a empresa deteria os direitos de nome (naming rights) do estádio e participação percentual direta sobre as receitas globais do clube, incluindo arrecadações com bilheteria, direitos de transmissão televisiva, patrocínios comerciais e eventos.










