Parece inacreditável, mas o Flamengo foi novamente à Justiça para brigar pela polêmica Taça das Bolinhas com o São Paulo, troféu que os cariocas ainda choram com a CBF.
O clube do Rio de Janeiro apresentou nesta semana um recurso ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) pedindo efeito suspensivo para impedir a CBF de entregar a Taça ao Tricolor antes do final do processo ainda em curso na Justiça. A informação foi divulgada inicialmente pelo O Globo.
A polêmica da Taça das Bolinhas é bem antiga e vem se alongando há mais de uma década no cenário nacional, já com algumas decisões favoráveis ao São Paulo pela posse do troféu ainda em disputa jurídica. No entanto, o Flamengo se apega em novos recursos para tentar impedir, até que o caso seja definitivamente encerrado.
A polêmica honraria foi criada pela CBF para homenagear o primeiro clube a conquistar três títulos consecutivos ou cinco alternados do Campeonato Brasileiro. A confusão se dá pois os cariocas alegam ter alcançado o feito em 1987, ano em que a entidade máxima do Brasil não legitima o título nacional do Fla, e sim ao Sport.
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Assim, destacou que o São Paulo, conquistando o penta nacional no Brasileirão de 2007, era o digno detentor da Taça das Bolinhas.
Agora neste novo pedido, o Flamengo alega um risco de dano irreparável caso a CBF e a Caixa Econômica Federal realizem a entrega da Taça antes da conclusão do julgamento, já que uma eventual transferência da mesma poderá produzir efeitos difíceis de serem revertidos caso a decisão final seja favorável ao Rubro-Negro.
Os advogados cariocas ainda declaram que outras decisões anteriores da Justiça já reconheceram a necessidade de preservar a posse da taça até o encerramento do litígio entre os envolvidos. O Flamengo ainda discute uma sentença da Justiça Federal que extinguiu uma ação relacionada ao caso sem permitir ampla produção de provas, sustentando que isso comprometeu o direito à ampla defesa.
Enquanto isso, a decisão segue se arrastando, e a Taça das Bolinhas continua sob posse da CBF, até que a Justiça, enfim, defina o São Paulo como seu legitimo detentor.










