O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu, agendou para as 19h (de Brasília) de 9 de setembro (quarta-feira) a sessão extraordinária que votará o pedido de expulsão do ex-presidente Julio Casares.
A reunião extraordinária será realizada de forma híbrida, presencialmente e online. No mesmo dia, às 22h (de Brasília), começa a votação. O pleito será até às 17h (de Brasília) do dia seguinte.
Para que a cassação definitiva e a perda do título de sócio sejam efetivadas, a proposta da Comissão de Ética necessitará da aprovação de no mínimo dois terços dos conselheiros votantes na sessão do dia 9 de setembro.
A convocação é desdobramento da aprovação unânime do relatório da Comissão de Ética na última segunda-feira (22), que recomendou a cassação dos direitos políticos do ex-mandatário por enquadrar sua conduta administrativa de “gestão irregular ou temerária”.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> Dragões sela a paz com Independente e confirma participação em protestos e bateria única
>> Gestão Massis corre atrás de garantias para obter empréstimo bancário e quitar atrasados no São Paulo
>> Massis tem impasse interno entre aliados pró e conta contratação de mais reforços no São Paulo
>> GESTÃO MASSIS VENCE E CONSELHO DO SÃO PAULO REPROVA TODOS OS ITENS DA REFORMA ESTATUTÁRIA
>> Lateral destaque em Cotia perde espaço com Julio Baptista e irrita seu estafe: “Até falar palavrão ele proibiu”
O parecer emitido pelos cinco integrantes do órgão disciplinar apontou graves inconsistências financeiras e institucionais que causaram prejuízos materiais e imateriais ao clube.
As investigações identificaram aproximadamente R$ 7 milhões em saques sem justificativa ou comprovação documental de origem e destinação, fator determinante para a reprovação das contas do exercício de 2025.
Além disso, a comissão apurou o uso indevido do cartão corporativo da presidência para despesas pessoais e em estabelecimentos estranhos às atividades do clube.
Manobras de Defesa e Próximos Passos
O relatório final desestimou as teses apresentadas pela defesa do ex-dirigente e negou tentativas de paralisar o processo administrativo:
Veto ao Pedido de Demissão: A comissão rejeitou a solicitação de desligamento voluntário protocolada por Casares na véspera de seu depoimento, citando a regra estatutária que proíbe o cancelamento de título associativo durante processos disciplinares em andamento.
Rejeição a Teses Defensivas: O relator Luiz Braga indeferiu a alegação de cerceamento de defesa, registrando que a equipe jurídica de Casares teve acesso irrestrito aos autos, mas que o pedido para periciar registros contábeis de até 20 anos atrás extrapolava o objeto do processo.
Ausência em Audiência: Casares não compareceu à audiência de instrução marcada para 30 de julho. O parecer fundamentou-se no conjunto probatório dos autos, sem considerar o não comparecimento como confissão.
Ressarcimento Obrigatório: Além da expulsão, a comissão recomendou a obrigatoriedade do ressarcimento integral dos valores sem comprovação aos cofres tricolores, cujo montante exato será calculado pelo Departamento Financeiro e auditado pelo Conselho Fiscal.










