A derrota de virada para o Grêmio por 2 a 1 na tarde do último sábado (8), em Porto Alegre (RS), escancarou de vez a crise e a entrada do São Paulo na lura para escapar do rebaixamento na edição deste ano do Campeonato Brasileiro.
E parte do inferno astral do Tricolor passa pelo seu treinador. Desde maio no clube do Morumbi, Dorival Júnior apresenta desempenho alarmante na edição deste ano da principal competição do futebol nacional: ele já completa seis meses sem saber o que é vencer um clube nacional, período em que soma passagem também pelo rival Corinthians.
A marca negativa teve início ainda no primeiro bimestre da temporada. O último triunfo de Dorival contra um rival brasileiro ocorreu no dia 19 de fevereiro, quando, no comando do Corinthians, superou o Athletico-PR por 1 a 0 fora de casa.
Na sequência, o treinador engatou uma série de oito jogos sem vitória na equipe alvinegra (cinco empates e três derrotas), culminando na sua demissão do Parque São Jorge no dia 5 de abril, logo após ser derrotado pelo Internacional por 1 a 0.
Contratado pelo São Paulo em 15 de maio, o experiente comandante não conseguiu estancar a queda livre da equipe. No Brasileiro, o retrospecto de Dorival à frente do Tricolor é desolador: em seis jogos disputados, foram dois empates e quatro derrotas, totalizando um aproveitamento de apenas 13,3% dos pontos disputados (ganhou só dois de 15 possíveis).
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O Pífio Rendimento Pós-Crespo
A derrocada do São Paulo no Brasileirão contrasta diretamente com o início promissor da competição. O argentino Hernán Crespo começou a Série A com aproveitamento de 83,3%, somando 10 dos 12 pontos disputados nas primeiras quatro rodadas.
Contudo, atritos com a diretoria e eliminações precoces no Paulistão e nos torneios de mata-mata no ano passado resultaram na sua demissão sumária e surpreendente em 9 de março, fato nunca entendido pela torcida.
Desde a saída de Crespo, a trajetória são-paulina no campeonato tornou-se um pesadelo estatístico:
Hernán Crespo: 10 pontos em 12 disputados (83,3% de aproveitamento).
Roger Machado: 14 pontos em 33 disputados (42,4% de aproveitamento).
Dorival Júnior: 2 pontos em 15 disputados (13,3% de aproveitamento).
O reflexo dessa instabilidade no banco de reservas é visível na tabela. O São Paulo conquistou apenas um triunfo nos últimos 13 jogos em todas as competições e acumula uma sequência de oito rodadas sem vencer no Brasileiro.
Nos últimos 24 pontos que disputou na competição nacional, a equipe colheu míseros três pontos — um aproveitamento de 12,5%.
O último triunfo são-paulino no Brasileirão foi no já longínquo 25 de abril, quando bateu o Mirassol no Brinco de Ouro.
Com 26 pontos somados e a 12ª colocação, o Tricolor já vê a distância para a zona de rebaixamento encurtar perigosamente para quatro pontos. Para atingir os famigerados 45 pontos que supostamente o afastam do risco de queda para a Série B, o São Paulo precisará buscar 19 dos 48 pontos que ainda restam em disputa até o fim do campeonato.










