Na última sexta-feira (2), horas antes do clássico contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro, a diretoria do São Paulo utilizou R$ 8 milhões para abater pendências financeiras e direitos de imagem atrasados do elenco profissional. O valor é oriundo de uma antecipação de parte do contrato recém-assinado com a empresa Ticketmaster.
A nova concessionária e parceira de bilhetagem do Morumbi oficializou o vínculo na própria sexta. O contrato estipulava o prazo de até cinco dias úteis para o depósito de R$ 30 milhões referentes à aquisição do espaço do Camarote 29A pelo período de cinco anos.
Diante da necessidade de regularização imediata de verbas trabalhistas com os atletas, além de outras pendências financeiras, a cúpula são-paulina negociou o adiantamento de uma fatia do montante. Com a transferência prévia dos R$ 8 milhões, o clube paulista tem a receber o saldo remanescente de R$ 22 milhões relativos ao espaço comercial.
A projeção interna do Tricolor é de que os R$ 22 milhões a serem integralizados sejam suficientes para enfim zerar as pendências correntes com os jogadores e garantir o fluxo das folhas de pagamento até o encerramento da temporada.
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Agora é sair do transfer ban
Além da contribuição relativa ao camarote, a estrutura contratual com a Ticketmaster prevê um novo aporte financeiro estruturado no valor de R$ 110 milhões, fracionado em três parcelas com prazo de quitação estipulado em até 45 dias. A gestão tricolor atua nos bastidores para antecipar a liberação da parcela principal desta operação.
A aceleração na captação dos recursos é vista como prioritária para aliviar o fluxo de caixa do clube e viabilizar o pagamento de sanções operacionais, com destaque para a punição de transfer ban aplicada pela Fifa. A sanção decorre de um débito de US$ 350 mil (cerca de R$ 1,75 milhão na cotação do dia) referente a comissões na contratação do meio-campista Giuliano Galoppo.
Embora o atleta seja representado atualmente pela agência Team Raiola, a pendência judicial se refere ao intermediário que conduziu as negociações do jogador à época da transferência, Leandro Escudero. Embora a janela de transferências do futebol brasileiro esteja fechada — com reabertura prevista apenas para janeiro de 2027 —, a diretoria são-paulina busca a liquidação imediata da dívida junto à entidade máxima do futebol para afastar o risco de sanções disciplinares mais severas.










