A gestão Harry Massis decidiu que não irá mais negociar renovações de contrato e outro temas, como potenciais reforços, reintegração de jogadores afastados e destino dos emprestados para 2027. Até mesmo possíveis saídas e propostas que aparecerem não serão mais debatidas.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Massis, que não se candidatará à reeleição no pleito do final do ano, vai deixar a responsabilidade de reformulação do plantel com o próximo presidente por entender que a nova diretoria que assumirá, sendo situação ou oposição, é quem tem de avaliar questões como financeiras e técnicas do ano que vem.
De certa forma a medida atende um pedido de bastidores feito pela oposição, cujo candidato será Marcelinho Portugal Gouvêa, que defendeu nos bastidores a paralisação das negociações até a definição as eleições. É o único nome definido para o pleito até aqui, já que a situação ainda não definiu quem será o seu postulante.
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A ideia central é não comprometer receitas e deixar o caminho pavimentado para quem assumir decidir a manutenção ou não da atual folha de pagamento do elenco tricolor.
Ao todo, o São Paulo tem cinco jogadores que encerram o contrato no final da atual temporada (Rafael Tolói, Lucas, Young, Matheus Belém e Felipe Preis), três emprestado a ele (Cauly, Iago e Artur) e seis emprestados por ele que retornam em janeiro (Maílton, Patryck, Negrucci, Alisson, Iba Ly e Jandrei). Isso sem contar com o técnico Dorival Júnior, cujo vínculo também se encerra em dezembro.
Lucas, o caso emblemático
De todos os jogadores citados acima, contudo, nenhum causa mais apreensão (e discussão) na torcida quanto Lucas. O camisa 7 corre o risco de ficar livre no mercado a partir de janeiro, caso um acordo não seja firmado previamente. Situação essa falada por ele mesmo no sábado (10), após voltar aos gramados no triunfo do clube tricolor sobre o Vitória, no Morumbi.
A alegação dos dirigentes é a falta de uma resolução imediata nas negociações. Por mais que Lucas já tenha revelado os planos para continuar no clube, a diretoria tentou uma redução do seu salário atual e um acordo sem pagamento de luvas, o que desacelerou as tratativas.
A paralisação nas negociações ocorre em meio ao momento de instabilidade política institucional do Tricolor, que passará por eleições presidenciais na primeira quinzena de dezembro.
Em outros casos citados acima, o Juventude, que luta pelo acesso na Série B, tentou abrir negociações para contratar em definitivo Patryck e Jandrei, mas a oferta inicial foi considerada baixa e o negócio se arrastou. O mesmo aconteceu com o Fortaleza referente a Maílton.
Planos encerrados
A decisão de Massis passa também por questões não só envolvendo fim dos contratos, mas de outros jogadores.
A diretoria tinha planos de reajustar os contratos de nomes fundamentais do time, como Bobadilla, e de promessas da base promovidas, como Gustavo Santana e Djhordney. As conversas iniciais também foram congeladas.
A justificativa é a mesma, o andamento das negociações coincidiria com o início do processo eleitoral. E o planejamento financeiro para o próximo triênio é responsabilidade da futura gestão.










