Gestão Massis não vai negociar renovações e reformulação do elenco até as eleições: conversas com Lucas estão congeladas

Lucas durante partida pela Libertadores de 2025 (Alexandre Schneider/Getty Images)

A gestão Harry Massis decidiu que não irá mais negociar renovações de contrato e outro temas, como potenciais reforços, reintegração de jogadores afastados e destino dos emprestados para 2027. Até mesmo possíveis saídas e propostas que aparecerem não serão mais debatidas.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Massis, que não se candidatará à reeleição no pleito do final do ano, vai deixar a responsabilidade de reformulação do plantel com o próximo presidente por entender que a nova diretoria que assumirá, sendo situação ou oposição, é quem tem de avaliar questões como financeiras e técnicas do ano que vem.

De certa forma a medida atende um pedido de bastidores feito pela oposição, cujo candidato será Marcelinho Portugal Gouvêa, que defendeu nos bastidores a paralisação das negociações até a definição as eleições. É o único nome definido para o pleito até aqui, já que a situação ainda não definiu quem será o seu postulante.

AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> Libertadores, Sula ou rebaixamento, qual a real disputa do São Paulo no Brasileirão? Veja as chances

>> No aguardo de resposta da CBF, meia Cauly pode nem atuar mais pelo São Paulo
>> O EMOCIONANTE CONFORTO RECEBIDO POR LUCAS DE ROGÉRIO CENI NO DIA DA CONTUSÃO
>> Planejamento do São Paulo prevê reforma de campos do CT somente no final do ano
>> São Paulo dá folga dupla ao elenco antes de iniciar preparação para enfrentar o Vasco

A ideia central é não comprometer receitas e deixar o caminho pavimentado para quem assumir decidir a manutenção ou não da atual folha de pagamento do elenco tricolor.

Ao todo, o São Paulo tem cinco jogadores que encerram o contrato no final da atual temporada (Rafael Tolói, Lucas, Young, Matheus Belém e Felipe Preis), três emprestado a ele (Cauly, Iago e Artur) e seis emprestados por ele que retornam em janeiro (Maílton, Patryck, Negrucci, Alisson, Iba Ly e Jandrei). Isso sem contar com o técnico Dorival Júnior, cujo vínculo também se encerra em dezembro.

Lucas, o caso emblemático

De todos os jogadores citados acima, contudo, nenhum causa mais apreensão (e discussão) na torcida quanto Lucas. O camisa 7 corre o risco de ficar livre no mercado a partir de janeiro, caso um acordo não seja firmado previamente. Situação essa falada por ele mesmo no sábado (10), após voltar aos gramados no triunfo do clube tricolor sobre o Vitória, no Morumbi.

A alegação dos dirigentes é a falta de uma resolução imediata nas negociações. Por mais que Lucas já tenha revelado os planos para continuar no clube, a diretoria tentou uma redução do seu salário atual e um acordo sem pagamento de luvas, o que desacelerou as tratativas.

A paralisação nas negociações ocorre em meio ao momento de instabilidade política institucional do Tricolor, que passará por eleições presidenciais na primeira quinzena de dezembro.

Em outros casos citados acima, o Juventude, que luta pelo acesso na Série B, tentou abrir negociações para contratar em definitivo Patryck e Jandrei, mas a oferta inicial foi considerada baixa e o negócio se arrastou. O mesmo aconteceu com o Fortaleza referente a Maílton.

Planos encerrados

A decisão de Massis passa também por questões não só envolvendo fim dos contratos, mas de outros jogadores.

A diretoria tinha planos de reajustar os contratos de nomes fundamentais do time, como Bobadilla, e de promessas da base promovidas, como Gustavo Santana e Djhordney. As conversas iniciais também foram congeladas.

A justificativa é a mesma, o andamento das negociações coincidiria com o início do processo eleitoral. E o planejamento financeiro para o próximo triênio é responsabilidade da futura gestão.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *