O último ato da gestão Harry Massis no comando do São Paulo deverá ser o anúncio do novo naming rights do Morumbi. Confirme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, a diretoria intensificou nos últimos dias conversas com uma empresa que tem o nome mantido em sigilo, após a Mondelez, fabricante de chocolates dona atual da propriedade, encerrar de vez as conversas por uma renovação dando o aumento financeiro esperado pelo clube.
À reportagem, fontes da alta cúpula são-paulina apontaram que sem muitas alternativas, a diretoria Massis decidiu abrir o leque de negociações no mercado, dispensando a exigência prévia de que a nova parceira possua a letra “B” no nome – a ideia original, ainda na gestão Julio Casares, era manter o jogo de palavras, como o ‘Morumbis’ atual.
O contrato atual da Mondelez termina em dezembro e sem indicativos de reajuste nos valores (atualmente fixados em R$ 25 milhões anuais), o São Paulo negocia com empresas de grande porte para elevar o faturamento para a casa dos R$ 60 milhões por temporada até o ano do centenário do clube, em 2030.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> ESCALAÇÃO DO SÃO PAULO: Calleri e Luciano evoluem e participam de treino com foco no Vasco
>> Playboy investidor comete gafe e confunde Cotia com Barra Funda em post sobre Dorival criticando gramados
>> CONDIZ COM A TABELA: São Paulo tem a 10ª folha salarial mais cara do Brasileirão; veja os custos
>> Com Morumbi recebendo show, CBF oficializa clássico com Corinthians na Vila Belmiro
>> Grama chega e São Paulo inicia reforma do campo principal do CT: clube descarta pressão por falas de Dorival
Ainda no início do ano, o Tricolor retomou conversas com a BYD, montadora chinesa de carros elétricos. O objetivo, conforme apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, envolveria a antecipação de valores do novo contrato a ser firmado (com valores mais baixos que os pedidos inicialmente).
Não deixa de ser surpreendente, já que em julho o próprio São Paulo falou internamente que as negociações com a BYD estavam encerradas.
Os diálogos haviam sido interrompidos inicialmente no término de 2025 para readequações de compliance e governança da montadora no mercado nacional, mas foram retomados ao longo do primeiro semestre de 2026 e giravam em torno de R$ 600 milhões por dez anos de contrato.
Contudo, as conversas não evoluíram para termos contratuais definitivos, culminando na decisão da fabricante de veículos elétricos de retirar-se formalmente do negócio.
Na ocasião, um dos pontos destacados para o desacordo era o fato da BYD ter interesse em assumir de forma imediata os naming rights do Morumbi, algo que o São Paulo não poderia garantir por ter antecipado pagamentos da Mondelez no contrato atual.
Além da montadora, o São Paulo negociou com outros dois bancos e uma empresa de seguros médicos e de vida.
Entre as empresas consultadas, está a indústria farmacêutica brasileira Cimed surgiu como um dos alvos. A marca já havia mantido conversas anteriores com o clube para figurar no uniforme da equipe, mas as negociações não avançaram. Recentemente, contudo, Adibe Marques, diretor comercial da empresa e filho do CEO João Adibe, publicou nas redes sociais uma imagem de uma reunião onde surgia uma peça publicitária com o símbolo do São Paulo, o logótipo da farmacêutica e as cadeiras do estádio.
Conforme o AMT apurou, a Cimed não tem interesse no naming rights do Morumbi, algo confirmado pelo próprio Adibe em suas redes sociais. O foco seria em uma propriedade menor do uniforme são-paulino, as mangas, por exemplo, que ficaram livres por toda a temporada.
A empresa quer usar a publicidade no futebol para divulgar sua marca de cosméticos e perfumaria, chamada, veja só, de ‘Super Cimed’. Ou seja, poderia perfeitamente substituir a bet no que diz respeito ao naming right do CT da Barra Funda.
Analistas do mercado desportivo apontam que, embora a mudança represente uma importante fonte de receita para os cofres do clube, o São Paulo enfrenta o desafio de negociar valores num cenário de pressão financeira, o que pode influenciar o montante final do contrato em relação aos ganhos auferidos no acordo anterior.










