O processo para a comercialização dos naming rights do Morumbi sofreu uma alteração em seu curso de curto prazo. A montadora chinesa BYD encerrou em definitivo as tratativas com a diretoria do São Paulo para a aquisição da propriedade comercial da praça esportiva.
Os diálogos haviam sido interrompidos inicialmente no término de 2025 para readequações de compliance e governança da montadora no mercado nacional, mas foram retomados ao longo do primeiro semestre de 2026 e giravam em torno de R$ 600 milhões por dez anos de contrato.
Contudo, as conversas não evoluíram para termos contratuais definitivos, culminando na decisão da fabricante de veículos elétricos de retirar-se formalmente do negócio.
Apesar do desfecho negativo com a empresa chinesa, o presidente do São Paulo, Harry Massis, manifestou otimismo quanto ao posicionamento do estádio no mercado corporativo.
Em reunião com veículos de mídia segmentada na semana passada, no CT da Barra Funda, o mandatário reforçou a convicção de que a praça esportiva permanece como um dos ativos mais valiosos do futebol sul-americano, capaz de atrair parceiros de grande porte nos próximos ciclos de negociação.
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Versatilidade do ativo e atratividade comercial
A estratégia institucional de valorização do Morumbi fundamenta-se em sua característica multiuso. A direção avalia que o complexo reúne vantagens competitivas únicas que justificam aportes financeiros elevados por parte do mercado privado:
Exposição contínua: Alinhamento entre o calendário de partidas oficiais de elite e a realização de grandes turnês de shows internacionais e eventos corporativos de grande escala;
Estrutura e localização: Alta capacidade de público, tradição histórica e localização geográfica privilegiada na capital paulista;
Captação de parceiros: Manutenção de canais abertos de diálogo com empresas de outros segmentos da economia que buscam associar suas marcas ao complexo.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou em maio, as negociações anteriores eram de R$ 175 milhões por cinco anos, ou seja, R$ 35 milhões por ano, valor superior ao pago pela Mondelez, de R$ 25 milhões anuais, em acordo assinado no fim de 2023.
O São Paulo estaria pedindo cerca de R$ 60 milhões por temporada.
Reestruturação do marketing e foco em receitas recorrentes
Como parte do plano de recuperação e fortalecimento econômico da instituição, a presidência destacou o processo de reformulação profunda que vem sendo conduzido no departamento de marketing. Sob a liderança do novo diretor executivo, André Marques, o setor trabalha intensamente no desenvolvimento de projetos voltados para a diversificação e ampliação das fontes de renda recorrente.
As prioridades estabelecidas para a nova gestão do departamento englobam:
Programa de Sócio-Torcedor (ST): Revisão de planos, benefícios e estratégias de captação de novos associados;
Política de Ingressos: Estudo de precificação para otimizar a taxa de ocupação do estádio e a arrecadação em dias de jogos;
Propriedades de Marca: Prospecção de novos patrocinadores, desenvolvimento de ativações comerciais e lançamento de novos produtos licenciados.
A diretoria tricolor projeta apresentar os primeiros resultados práticos dessa reestruturação nos próximos meses. A otimização das receitas geradas pelo marketing e pelos contratos comerciais do Morumbi é tratada pela gestão como um pilar fundamental para gerar um fluxo de caixa estável, permitindo a redução gradativa do endividamento do clube e garantindo, simultaneamente, suporte financeiro para investimentos no futebol profissional.










