O São Paulo deve arrecadar aproximadamente R$ 14,5 milhões com a realização das três apresentações do grupo sul-coreano BTS no Morumbi.
O montante previsto envolve a taxa de aluguel da arena, um valor adicional negociado para a cessão do espaço na data pretendida e o percentual de participação do clube na venda dos ingressos.
O faturamento com as apresentações ainda pode ser ampliado após a apuração das vendas no local. Pelo contrato firmado com a produtora Live Nation, o Tricolor tem direito a 40% do lucro líquido gerado pela comercialização de alimentos e bebidas, além de uma fatia de 15% sobre o faturamento de produtos oficiais comercializados durante os eventos.
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A grana angariada com os astros sul-coreanos deve ajudar o São Paulo a resolver algumas pendências.
A diretoria do São Paulo resolveu usar os R$ 22 milhões repassados pela Ticketmaster no último dia 9 por conta do aluguel de um camarote no Morumbi para pagar dívidas bancárias de curto prazo e assim evitar um aumento do passivo por conta de juros. A empresa assume as gestões do sócio-torcedor e venda de ingressos do clube a partir de janeiro.
Conforme apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, após conversa com o gerente de futebol Rafinha e a comissão técnica, o elenco foi avisado da situação e comunicado que a quitação dos salários atrasados começa até o dia 16 de novembro, quando o clube do Morumbi deve receber a primeira das parcelas dos R$ 110 milhões como adiantamento do contrato firmado para o programa de Sócio-Torcedor e a comercialização de ingressos.
A quantia deverá ser devolvida pelo clube ao longo de um período de cinco anos, sob a incidência de correção financeira pautada pela taxa CDI somada a 1,99% ao ano.
Será desse montante que o Tricolor também pretende quitar o transfer ban recebido da Fifa por dívida com os ex-empresários de Galoppo.
Após ter obtido um adiantamento prévio de R$ 8 milhões na véspera do clássico contra o Santos, o São Paulo quitou um mês de direitos de imagem atrasado do elenco. No total, faltam outros três meses, além do acordo para pagamento de atrasados do ano passado, ainda na gestão Julio Casares, montante que foi parcelado pela atual diretoria.
À reportagem, fontes da alta cúpula da gestão Harry Massis, que não concorrerá à reeleição, dizem que o objetivo é usar as duas parcelas da bolada antecipada da Ticketmaster para sanar todas dívidas com o plantel e entregar a dívida de curto prazo, principalmente com bancos, equacionada ao sucessor.










