As investigações que cercam o São Paulo avançaram para novos patamares na esfera judicial, com decisões que ampliam tanto o escopo quanto o rigor das apurações. Os processos criminais em curso foram remetidos a uma vara especializada em lavagem de dinheiro e crime organizado, após juízes que acompanhavam o caso desde agosto identificarem indícios considerados “muito fortes” desse tipo de crime.
Os magistrados entenderam que as investigações revelaram operações financeiras estruturadas e contínuas, com potencial prejuízo ao clube, o que extrapola irregularidades administrativas comuns, justificando a tramitação em uma instância com maior expertise em crimes financeiros complexos e organizações estruturadas. A expectativa é de aprofundamento técnico, com análise detalhada de fluxos financeiros, contratos e possíveis vínculos entre pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
Paralelamente às investigações criminais, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um segundo inquérito, desta vez na esfera cível, para apurar potenciais desvios de dinheiro, gestão temerária e outros temas relacionados ao clube. O foco é apurar danos e responsabilidades cíveis, com possibilidade de ressarcimento caso sejam identificados responsáveis.
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Entre as primeiras medidas, o MP determinou a oitiva de diversos dirigentes e funcionários, como Muricy Ramalho, Rui Costa e Márcio Carlomagno, que deverão prestar informações sobre “pagamentos indevidos a dirigentes do clube e eventual conflito de interesses com empresas terceirizadas, com possíveis desvios de dinheiro das contas bancárias do São Paulo”, no prazo de trinta dias. Também foram oficiados o presidente Júlio Casares e outros dirigentes.
O inquérito civil abrange ainda outros temas sensíveis, como o fundo de investimentos na base de Cotia, a denúncia de venda clandestina de camarote, a possível relação do filho de Casares com empresários da base e a prescrição de canetas emagrecedoras a jogadores. Em outro procedimento, também na vara cível, o MP apura uma suposta gestão temerária que pode ter contribuído para o endividamento do clube.
Em outro desdobramento, o Tricolor recebeu de uma sindicância externa recomendação para revisar todos os contratos assinados por Douglas Schwartzmann e Mara Casares, diretores do clube afastados após admitirem participação num esquema irregular de camarotes.










