Casares vê base aliada ruir, mas descarta renunciar “para não assumir a culpa”

Julio Casares durante reunião na Federação Paulista de Futebol (Rodrigo Corsi/Agência Paulistão)

Como era de se esperar, a crise bateu de vez no São Paulo com as recentes denúncias reveladas pelo portal ‘UOL‘ de que a Polícia Civil investiga movimentações financeiras envolvendo o clube. De acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtidos pelo portal, o clube realizou 35 saques em dinheiro vivo entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, totalizando R$ 11 milhões. As retiradas ocorreram a partir de contas de titularidade do São Paulo, sendo 33 no Bradesco e duas no Banco Rendimento.

Em outra frente da investigação, o Coaf identificou depósitos em dinheiro na conta do presidente do São Paulo, Júlio Casares, que somam R$ 1,5 milhão entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, desde a noite de segunda-feira (5) Casares vem se reunindo com os seis grupos políticos do clube que o sustentam politicamente.

Em um primeiro momento, o mandatário tricolor afirma, desde a primeira interlocução com os aliados, que não renunciará ao cargo. À reportagem, fontes consultadas relatam que o presidente alega que deixar o posto máximo são-paulino significaria “admitir uma culpa que não tem”.

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A resposta parece ter azedado de vez o clima na base aliada de Casares. O AMT apurou que o número de dissidentes que deixaram a chamada ‘coalisão’ cresceu consideravelmente. Por mais que nenhum grupo tenha feito anúncio oficial, a apuração mostra que pelo menos três deles já falam como oposicionistas ao mandatário.

‘Partidos’ antes completamente fechados com Casares, já apresentam rachas. O próprio grupo de Casares divulgou nota dúbia, demonstrando certo tom de preocupação com as denúncias.

Não foi o único apoio perdido por Casares. Mais cedo, as torcidas organizadas do clube, que já vinham organizando manifestações, reiteraram o desejo de saída do presidente. Outrora eram favoráveis à gestão.

Cardeais próximos de Casares conversaram com o presidente e o aconselharam a renunciar ao cargo. Muitos deles se reunirão nesta terça no Conselho Consultivo, que avaliará o pedido de impeachment protocolado pela oposição no Conselho Deliberativo, no encontro do jurista Ives Gandra, um benemérito são-paulino.

O encontro foi agendado antes das denúncias do ‘UOL‘. E, com o novo escândalo vindo à tona, a expectativa é que o clima de blindagem a Casares se transforme em mais uma rodada de aconselhamento pela renúncia do presidente.

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