São Paulo faz ‘mutirão’ para expulsar do Morumbi ex-parceira com quem rescindiu por justa causa

Estádio do Morumbi terá nova revendedora de bebidas e alimentos (Jhony Inácio/Agência Paulistão)

A retirada dos equipamentos da FGoal do Morumbi, iniciada às pressas nesta segunda-feira (16), na semana do clássico contra o Palmeiras, sintetiza um processo mais amplo de ruptura contratual e reconfiguração de receitas no São Paulo.

Após rescindir por justa causa o vínculo com a fornecedora, o clube organizou uma operação para desocupar áreas ainda ocupadas pela antiga parceira, que não cumpriu o prazo estipulado até 6 de março.

Segundo o ‘Estado de S. Paulo‘, um escrevente de cartório acompanhou os trabalhos, que incluíram uma transportadora contratada e um galpão alugado, para cuidar de itens como geladeiras, estufas e fogões, que foram removidos em procedimento de inventário.

A conta será posteriormente repassada à empresa.

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A rescisão teve origem na identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas na plataforma Zig Pay, sistema que centraliza os pagamentos no estádio e no clube social.

Segundo o São Paulo, houve atuação sem respaldo contratual ou conhecimento das áreas responsáveis. A FGoal contestou, alegando que os valores estavam ligados a serviços de tecnologia e fiscalização, mas foi mantido o rompimento do contrato original, que iria até 2029.

A empresa chegou a acionar a Justiça cobrando R$ 5,19 milhões por perdas e danos, incluindo lucros projetados, mas desistiu da ação na última semana, indicando a adoção de “nova estratégia jurídica”. “Não há, até o momento, nenhum tipo de negociação com o São Paulo Futebol Clube”, informou a defesa da FGoal, por meio de nota.

Paralelamente, o clube conduziu um processo de mercado para escolha de uma nova operadora. Cinco propostas foram avaliadas por um comitê interno até a definição pela GSH, que firmará contrato de cinco anos e assumirá integralmente a venda de alimentos e bebidas em jogos.

A estreia está prevista para o clássico de sábado (21). A diretoria trabalha com a expectativa de elevar em ao menos 150% a receita mínima em relação ao acordo anterior. A nova parceria também prevê ajustes operacionais, como a padronização de alimentos e bebidas em camarotes, ainda que alguns espaços mantenham autonomia.

A atuação da GSH se limita aos jogos; eventos seguirão sob regras das produtoras, o que não impede eventual presença da própria FGoal em shows.

A troca, portanto, não é apenas de fornecedor, mas de modelo de exploração.

Ainda de acordo com o ‘Estado de S. Paulo‘, a nova empresa não deverá operar os restaurantes sediados no Morumbi, algo que ela faz na arena do Atlético-MG e no Parque Antártica, por exemplo, mas isso não parece ter sido descartado como possibilidade para o futuro, sem qualquer tipo de prazo.

* Com Alexandre Giesbrecht, do ANOTAÇÕES TRICOLORES (conheça mais do trabalho do parceiro clicando aqui)

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