Sem apoio, Caboclo pode deixar disputa às eleições e Marcelinho ganha força como candidato da oposição

Marcelinho Portugal Gouvêa aparece como o único nome sólido para a disputa presidencial (Reprodução)

A turbulência política no São Paulo ganhou novos contornos nos últimos dias. A participação de Rogério Caboclo em entrevista ao canal ‘Tricolaços’ provocou uma reação em cadeia nos bastidores do Morumbi, acelerando o afastamento de apoiadores à sua pré-candidatura à presidência do clube.

Hesitante e com visível dificuldade para responder a questionamentos mais específicos — além de dar explicações consideradas frágeis sobre as denúncias de assédio da época em que presidia a CBF —, Caboclo plantou desconfiança em sua própria base.

Embora o projeto não esteja formalmente implodido, hoje apenas o entorno de Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, ainda demonstra alguma convicção na viabilidade do nome.

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Dança das Cadeiras na Oposição

A repercussão negativa já gera debandadas e articulações paralelas:

Afastamento de aliados: Miguel Augusto de Sousa, um dos coordenadores do grupo oposicionista Salve o Tricolor Paulista (SoTP), retirou seu apoio a Caboclo e tentou articular o lançamento de Roberto Natel.

Recusa e fidelidade: Natel declinou o convite e reafirmou seu apoio a Marcelinho Portugal Gouvêa, postura que foi elogiada internamente por integrantes do SoTP.

Diálogo em aberto: Marcelinho segue se movimentando e conversou diretamente com Caboclo nos últimos dias para avaliar os rumos do pleito.

O Fator Decisivo: Reforma Estatutária

Apesar das movimentações intensas, definições concretas foram pausadas. Os bastidores políticos são-paulinos aguardam a reunião do Conselho Deliberativo para a discussão e votação da proposta de reforma estatutária, focada no aprimoramento da governança do clube. A expectativa geral é que o cenário eleitoral só ganhe clareza após o desfecho dessa votação.

Cenário de bastidor: Caso Rogério Caboclo renuncie à pré-candidatura, desenha-se um movimento de unificação. Nessa hipótese, Olten Ayres poderá migrar seu apoio para a chapa de Marcelinho Portugal Gouvêa, indicando um nome do seu grupo para a vice-presidência — posto para o qual o nome do conselheiro Carlos Sadi surge fortalecido nas conversas mais recentes.

A eleição para a presidência do São Paulo está agendada para dezembro, em votação restrita aos 260 conselheiros do clube (160 vitalícios e 100 eleitos).

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