Com a volta definitiva de Lucas ao elenco do São Paulo após se recuperar de cirurgia no tendão de Aquiles, o torcedor já começa a se perguntar: dá para fazer um novo ‘quadrado mágico’ com o camisa 7 ao lado de Artur, Luciano e Calleri?
Obviamente é possível e até pode acontecer em algum momento de necessidade durante alguma partida neste final de temporada. Pelo que explicou o técnico Dorival Júnior, ainda é cedo para projetar qualquer situação do quarteto em campo.
“Eles próprios vão se escalando e a gente vai tentando uma acomodação de todos esses jogadores. Não quer dizer que não possam vir a atuarem juntos em algum momento. O que nós precisamos é de uma equipe mais equilibrada que dê respaldo para que isso aconteça”, explicou o treinador na entrevista após a vitória sobre o Vasco no final de semana.
“Até que o Lucas recupere sua melhor condição, nós vamos alterando e alternando de acordo com o adversário, com a necessidade e com as possibilidades que se abrem. O jogo seguinte já terá um outro contexto, uma outra situação. Quem sabe o tipo de alteração seja um pouco diferente”, completou o professor tricolor.
Dorival lembrou que Luciano agora é outro que convive com problemas físicos, tendo atuado apenas no primeiro tempo no Morumbi diante do Vasco, e trocado por Lucas no intervalo. Calleri é outro que frequentemente aponta lesões, e Artur parece ser o mais saudável dos quatro, apesar de também já ter parado no Reffis são-paulino.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> MEDO DO TRANSFER BAN: São Paulo paga o São José por atacante de Cotia após calote e ultimato da CBF
>> Após ser trocado em jogo do São Paulo, árbitro polêmico é escalado para apitar próximo duelo com o Mirassol
>> São Paulo tem raríssima chance de Libertadores e praticamente afasta perigo de rebaixamento no Brasileirão
>> MARCELINHO PROVOCA SITUAÇÃO DO SÃO PAULO: “TIVERAM SEIS ANOS E NÃO FIZERAM NADA”
Com três zagueiros não dá
O grande entrave para o treinador, na verdade, é o esquema tático, consolidado no 352, com raras mudanças para formação com quatro defensores desde o início. Com a formação de três zagueiros, fica praticamente impossível escalar o quarteto sem desguarnecer o poder de marcação no meio-campo.
Imagine um time com Rafael, Newton, Arboleda e Sabino na defesa, Pedro Lima e Iago nas alas, com Marcos Antônio de único volante. Só assim teria espaço para Lucas, Artur, Luciano e Calleri comporem o quarteto ofensivo tricolor. Isso nunca vai acontecer inicialmente.
Uma alternativa que Dorival já usou por algumas vezes em necessidade de marcar um gol, é deslocar o polivalente Artur para a ala direita, com Lucas armando o jogo para Luciano e Calleri. Como bem disse o técnico, são opções que podem ajudar a equipe em algum momento crítico.]
E se mudar a tática?
Se o treinador quiser escalar o quadrado desde o começo, teria que alterar o esquema para o 442. Dois volantes dariam a sustentação defensiva para Lucas e Artur atuarem como meias criativos, com os artilheiros à frente.
Apesar do imaginário da torcida tricolor querer sempre ver os jogadores mais habilidosos e com poder de decisão em campo, o momento atual do São Paulo é de resguardo. A equipe não corre mais riscos de rebaixamento, mas ainda luta para encerrar o turbulento ano da maneira mais digna possível, sonhando até com um vaga na Libertadores, hoje bastante distante.
O último ‘quarteto fantástico’ que o São Paulo tentou emplacar foi com Oscar no lugar de Artur, que chegou a encantar em raros momentos. O argentino Luis Zubeldia chegou a escalar o quadrado ofensivo em poucas oportunidades, mas as lesões dos nomes atrapalharam a continuidade da ideia.
O certo é que Dorival Jr. ganhou mais opções ofensivas neste final de ano. O próximo desafio do Tricolor é na tarde deste sábado (24), contra o Mirassol, às 16h (de Brasília), no estádio José Maria de Campos Maia, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.










