O meia Alisson segue treinando normalmente com os demais companheiros de São Paulo no CT, após uma negociação frustrada e mal conduzida entre as partes com o Corinthians.
Inegavelmente o meia, que já foi queridinho da torcida, se queimou bastante com a grande maioria dos são-paulinos. Chegou a ir no CT do rival para ‘conhecer a casa’, quando a sua ida ao clube de Itaquera estava praticamente sacramentada. Até eles voltarem atrás, e Alisson ter que retornar ao Tricolor.
Quem revelou mais detalhes sobre a situação foi o diretor executivo de futebol do clube, Rui Costa, em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (19). O dirigente revelou que Alisson nunca pediu para trocar de clube e deixar o Tricolor.
“O Alisson nunca entrou na minha sala, nem na sala do presidente, para dizer ‘eu quero sair do São Paulo e ir para o Corinthians’. O Alisson, a partir de uma relação que construiu com o treinador do Corinthians, com o Dorival, porque foi campeão no São Paulo com o Dorival, porque tem quase 150 jogos com a camisa do São Paulo, porque jogou com o tornozelo quebrado, com a costela, tudo isso tem que ser dito”.
“O Alisson, diante de um cenário de ter só mais um ano de contrato, de ter já 32 anos, surge a possibilidade, dizem que ele não tinha tanto espaço, porque hoje o meio de campo do São Paulo é essa a realidade que está posta, jogadores muito qualificados, de um perfil diferente do dele, surge essa possibilidade de ir para o Corinthians, que manifesta a intenção de contratá-lo”, iniciou Rui Costa.
“E Corinthians e São Paulo sentam à mesa, o São Paulo sabedor do significado que tem isso, eu não sou um idiota. Nós construímos um processo negocial que blindasse o atleta e que ele pudesse exercer sua atividade profissional num clube. E por motivos que não me cabe aqui comentar, o Corinthians desiste da negociação”.
“Quando o Corinthians desiste da negociação, cria um novo cenário, que cabe a nós tratá-los. O Alisson vai ter que reconquistar a torcida do São Paulo? Nenhuma dúvida disso. Mas o Alisson está integrado, treinando, se esforçando, já melhorou os seus números físicos, teve uma conversa com o Crespo. O Crespo procurou para dizer, eu conto contigo, eu tenho que criar um processo de reinserção tua, desportiva, mas também humana”, explanou o diretor tricolor.
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E TEVE MAIS SONDAGENS
Rui Costa também confirmou que outras equipes procuraram o São Paulo para saber da situação de Alisson para uma possível contratação, mas as conversas não evoluíram.
“E é óbvio que esse é um assunto difícil, ouve sondagem de outros clubes, chegamos num momento que imaginávamos que era melhor ele jogar em um outro lugar, mas essas negociações não são tão simples assim, porque o São Paulo só vai negociar o Alisson dentro dos seus parâmetros. Eu não vou dar o Alisson de graça para um clube, porque de alguma maneira se entende que ele não pode jogar mais no São Paulo”.
“O Alisson enfrentou talvez o maior inferno que alguém possa enfrentar na sua vida (depressão). E ele o superou com dignidade, com coragem, com o apoio do São Paulo, com o apoio do torcedor. Aliás, esse atleta chegou na minha sala, aí sim ele foi na minha sala, e disse que não queria receber salário nenhum, enquanto não estivesse trabalhando”.
“Então o Alisson não foi para o Corinthians porque o Corinthians decidiu que não mais o contrataria. E a partir daí ele é jogador de São Paulo. E o São Paulo tem o dever de entender como esse processo tem que ser reconstruído. Nós temos um elenco curto, ou seja, ele é um jogador importante. E é assim que ele será tratado. O São Paulo neste momento não está liberando ele para negociação”, cravou Costa.
O futuro do jogador agora só depende de si mesmo nos treinamentos. Rui Costa explicou que Crespo abriu esta oportunidade para Alisson trabalhar e reconquistar seu espaço no elenco são-paulino.
“O mesmo Crespo que agora, diante de tudo que aconteceu, que não foi gerado nem por ele, teve a generosidade, o profissionalismo de dizer, eu conto contigo aqui, vamos criar um caminho para que você possa reconquistar o seu espaço aqui dentro e com o torcedor. Porque o Crespo, o Rafinha, eu, o presidente, sabemos o quanto isso impacta no torcedor”, finalizou.










