ALISSON VAI SER RARO CASO DE JOGADOR A TROCAR SÃO PAULO PELO CORINTHIANS: RELEMBRE OS OUTROS 15 NOMES

Alisson durante a partida contra o Mirassol, na estreia do Paulistão, em que foi titular (Pedro Zacchi/Agência Paulistão)

O São Paulo acertou nesta sexta-feira (23) o empréstimo do volante Alisson ao rival Corinthians (saiba os detalhes clicando aqui).

O movimento chama a atenção pelo ineditismo. Para se ter uma ideia da ousadia do movimento, sair do São Paulo para jogar na zona leste é algo relativamente raro de acontecer. Tanto que em nossa pesquisa encontramos apenas 15 episódios semelhantes.

O AVANTE MEU TRICOLOR relembra agora outros casos onde jogadores deixaram o Morumbi para ir ao Parque São Jorge.

E aqui vamos nos limitar a listar os casos onde a ida foi direta. Ou seja, que o jogador tenha obrigatoriamente sido contratado pelo Corinthians vindo ou do São Paulo ou que pelo menos o passe ou os direitos ainda pertenciam ao Tricolor na época da negociação.

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1 – ALFREDO RAMOS

Alfredo Ramos Castilho é um dos símbolos de São Paulo, onde chegou em 1950 vindo do Santos. Em oito anos pelo Tricolor na fase pré-Morumbi, participou de 322 partidas, ganhou o Paulistão de 1953 e foi um dos convocados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954. Entretanto, em 1957, na esteira da necessidade de angariar recursos para a construção de seu estádio, o Tricolor aceitou vendê-lo ao Corinthians. Mas não poderia ter havido azar maior. No Majestoso do primeiro turno do Estadual daquela temporada, o ‘Polvo’ (como era chamado por conta da capacidade de marcação implacável) acabou quebrando a perna e nunca mais conseguiu atuar em alto nível. Praga de são-paulino ou não?

2 – SÉRGIO VALENTIM

Mais um caso de praga de são-paulino. Sérgio Wagner Valentim foi o grande ídolo do gol tricolor na entressafra entre Poy e Waldir Peres. Contratado ainda nos anos 1960, assumiu o posto de titular no início dos 1970. Ganhou o apelido de ‘São Sérgio’ pelas defesas difíceis na campanha do título paulista de 1971. Mas a personalidade difícil o fez entrar em rota de colisão com a diretoria na renovação do contrato. De santificado passou a ser atacado, chegando a ser chamado publicamente de ‘mascarado’ pelo técnico Aymoré Moreira. Por isso, atuou emprestado o Estadual de 1974 à Ferroviária antes de ser vendido ao Corinthians em 1975 para ser o grande líder dentro de campo do rival, que lutava para encerrar um incômodo jejum de conquistas. Entretanto, no Parque São Jorge acabou quebrando o braço direito e só conseguiria voltar aos gramados no ano seguinte, quando Tobias já mandava nas metas alvinegras.

3 – ZÉ ROBERTO

José Roberto Marques foi um centroavante revelado pelo São Paulo nos 1960. Sua ligação com o Corinthians já vinha de berço. Era filho de Jerônimo, um ponta que defendeu o clube do Parque São Jorge anos 1940. Reserva de Toninho Guerreiro, acabou sem espaço no elenco são-paulino e foi emprestado aos dois rivais do Paraná, Athletico e Coritiba, tornando-se ídolo do segundo. Conhecido pela vida boêmia fora dos gramados, acabou vendido ao Corinthians em 1974 pelo São Paulo, onde teve um gostinho de vingança pelo tratamento considerado injusto: marcou o gol do título deles do primeiro turno do Paulistão daquele ano.

4 – ELIVÉLTON

Gago mais famoso dos anos 1990, Elivélton Alves Rufino foi revelação das categorias de base do São Paulo e acabou promovido por Telê Santana como atacante, mas na verdade jogou em todas as posições possíveis com o mestre, ganhando tudo o que podia e sendo convocado à Seleção Brasileira. No final de 1993, acabou emprestado ao Nagoya Grampus, mas os japoneses não quiseram efetivar a compra definitiva de seu passe, abrindo caminho para ser negociado em definitivo com o Corinthians em 1995, após um período treinando no CT da Barra Funda encostado.

5 – VÍTOR

Em uma fase de Cafu ainda atuando como meia, quem era dono da lateral-direita são-paulina naquele início de anos 1990 era Claudemir Vítor Marques. Até hoje recordista brasileiro de títulos da Libertadores (ganhou quatro!), Vítor acabou emprestado ao Corinthians em 1995 após perder espaço com Telê Santana.

6 – ANDRÉ LUIZ

André Luiz Moreira era uma das grandes promessas das categorias de base do São Paulo naquele início dos anos 1990, ao lado de Denílson e Caio Ribeiro. Começou como lateral-esquerdo, mas acabou sendo escalado como meia-atacante por conta dos problemas de marcação. Foi o primeiro grande reforço do Banco Excel para o Corinthians em 1997, em uma negociação polêmica, afinal o São Paulo reclamou que não sabia do destino de seu jogador.

7 – JADSON

O paranaense Jadson Rodrigues da Silva é o único nome dessa lista que conseguiu, de fato, ser ídolo do rival após deixar o Morumbi. Contratado em 2012 pelo Tricolor do futebol ucraniano, o meia-atacante até começou bem pelo São Paulo, mas caiu em desgraça no decorrer do ano seguinte, quando teve de jogar pelos lados do campo para substituir Lucas Moura, vendido ao PSG. Foi envolvido em uma histórica troca com Alexandre Pato em 2014.

8 – PAULO CÉSAR CAPETA

Uma das grandes revelações do Botafogo-SP nos anos 1970 ao lado de Sócrates, acabou sendo a segunda opção do Tricolor após a perda do Doutor justamente para o rival. Começou com status de craque em 1980, sendo titular absoluto na campanha do bi paulista da ‘Máquina Tricolor’ e chegou até à Selelção Brasileira. Mas perdeu espaço com a ascensão da revelação Sidney da base e acabou negociado com o Corinthians em 1984, em negociação que levou Casagrande para o Morumbi (leia o próximo item).

9 – CASAGRANDE

Com a derrocada da Democracia Corintiana e afastado pela nova diretoria que tomou posse do Corinthians em 1984, Casagrande acabou encontrando guarita no São Paulo, onde teve que se reinventar e atuar como uma espécie de ponta de lança por conta da titularidade inquestionável de Careca na centroavância. De certa forma, sua presença na lista se trata de uma trapaça, já que foi apenas emprestado pelo rival. Mas como estamos contando Alisson, então tá tudo certo. Sem o preço do passe fixado, acabou retornando ao Parque São Jorge no ano seguinte, adequou o comportamento e acabou indo até para a Copa do Mundo de 1986, onde repetiu a dupla de ataque com o camisa 9 tricolor.

10 – LÉO NATEL

Um dos casos mais controversos da lista. O ponta-esquerdo chegou à base tricolor vindo do Benfica, com enorme potencial observado que nunca se concretizou. Fora dos planos e xingado pela torcida, acabou emprestado até para o futebol do Chipre. Em 2020, sem clima, surpreendeu ao assinar pré-contratado com o rival da zona leste, onde os ‘elogios’ continuaram’ e a contratação sempre foi alvo de severas críticas.

11 – OSVALDO CUNHA

Considerado uma das grandes revelações do Guarani naquele início dos anos 1960, o lateral-direito foi uma das grandes contratações do São Paulo nos tempos de vacas magras de construção do Morumbi. Chegou em 1965 e logo foi convocado para a Seleção Brasileira como uma das opções observadas para a Copa do Mundo de 1966. Mas no Tricolor não teve muita sorte e acabou brigando com Laudo Natel nas discussões para renovação de contrato. Fora isso, ao mesmo tempo chegou uma boa proposta (para a época) do rival, selando a venda em 1967. No Parque São Jorge teve maior sorte e ficou até 1970 como titular absoluto.

OUTROS CASOS

Abate, Agostinho, José Lengyl, Prado e Viana trocaram o São Paulo pelo rival da zona leste nos anos 1930 e 1940 e existem pouquíssimas informações e fotos sobre as negociações entre os clubes envolvendo eles

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