O Botafogo não pretende renegociar os termos da opção de compra do atacante Artur, emprestado ao São Paulo até o final deste ano.
Conforme apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, em contato realizado no mês passado pelo gerente de futebol Rafinha, a diretoria do clube carioca descartou diminuir o valor estabelecido em contrato ou concordar com um novo empréstimo gratuito, por avaliar que o atleta se valorizou durante sua passagem pelo Morumbi.
O acordo vigente prevê o pagamento de 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 36,2 milhões na cotação da época de assinatura) por 60% dos direitos econômicos do jogador, que possui vínculo com o Botafogo até dezembro de 2029 e vem despertando o interesse de equipes do Oriente Médio.
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Caso opte por exercer a cláusula, o São Paulo efetuará a maior contratação em valores nominais em reais de sua história, superando os investimentos realizados por Giuliano Galoppo (2022) e Pablo (2018), cujas negociações atingiram o mesmo montante em euros sob cotações inferiores.
Sucessão presidencial e planejamento financeiro para 2027
A definição sobre a compra de Artur dependerá da avaliação financeira da diretoria que assumirá o clube após as eleições presenciais, agendadas para a primeira quinzena de dezembro. Aliados dos dois postulantes ao cargo — Vinícius de Medeiros, candidato da situação, e Marcelinho Portugal Gouvêa, representante da oposição — sustentam que qualquer investimento exige análise prévia do fluxo de caixa e da situação orçamentária para a temporada de 2027.
Mesmo com o desejo do atacante em permanecer no Morumbi, interlocutores das chapas admitem reservadamente a complexidade de alocar o montante no orçamento diante da crise financeira do clube.
O zagueiro Nahuel Ferraresi, emprestado ao Botafogo em moldes idênticos — vínculo até dezembro e opção de compra fixada em 6 milhões de euros —, era visto como uma potencial moeda de troca nas tratativas.
As conversas são-paulinas por Artur, aliás, se deram pelo fato do clube do Morumbi ter sido procurado pelos botafoguenses, interessados em negociar a compra em definitivo do venezuelano. Lá tal como cá, contudo, há pouco interesse em pagar os valores cheios estabelecidos para a aquisição contratualmente. O que anima o Tricolor a ter margem de barganha.
O pleito presidencial será antecedido pela eleição dos novos membros do Conselho Deliberativo, marcada para 28 de novembro. Além do futuro de Artur, a próxima gestão terá como prioridades a renovação contratual do técnico Dorival Júnior, a permanência de Lucas Moura e a continuidade do executivo de futebol Rafinha no departamento de futebol.
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