Anunciado oficialmente nesta segunda-feira (26) como novo gerente esportivo do São Paulo, Rafinha entrará no meio de uma grande ‘confusão’ no clube, como ele mesmo disse em suas primeiras palavras como dirigente. Mas é isso que ele gosta e quer.
As missões não serão fáceis. A partir desta terça-feira (27), ele irá fazer a transição como um diretor técnico, cargo antes de Muricy Ramalho, sendo o elo entre a diretoria e o elenco no dia a dia do CT da Barra Funda.
Uma de suas primeiras resoluções é contornar a situação dos valores em atrasado com o elenco. Mas Rafinha já chegou acalmando a bagunça, afirmando que já está tudo resolvido para os pagamentos.
“A primeira parte é colocar as coisas em dia como já está sendo feito, já fizeram acordo com os jogadores, então vão pagar o que tem de atrasado. O acordo está encaminhado, vai ser passado para os jogadores essa semana ainda”, declarou ao canal Sportv.
CALMA, CRESPO!
Outro tema polêmico para Rafinha solucionar são as fortes declarações do técnico Hernán Crespo em meio a crise. O treinador citou os salários atrasados de seu elenco e disse que 45 pontos no Brasileirão é a meta possível do Tricolor na competição. E não agradou nada, nada o presidente Harry Massis, que chamou o argentino de infeliz em suas falas ainda de cabeça quente pós-derrota no clássico do final de semana para o Palmeiras.
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“O Crespo não foi feliz ontem (sábado), não foi feliz no pós-jogo. Nunca poderia ter falado isso. Não foi feliz. Foi uma entrevista que eu calculo ‘ruim’ para o São Paulo. Mas ele tem nosso apoio. É o nosso técnico e vai continuar como nosso técnico. Mas ele precisa se conter um pouquinho mais”, ponderou Massis em entrevista à TV Record.
“Não vamos pensar em 45, temos que subir mais, precisamos tentar uma classificação para uma Libertadores. É oitavo? Precisamos pensar nesse oitavo. Ele foi muito modesto”, destacou o presidente são-paulino sobre objetivo no Campeonato Brasileiro.
SEM DERROTISMO!
Por fim, mas não menos importante, o novo gerente esportivo do Tricolor quer resgatar o espírito vencedor dos jogadores. Para Rafinha, o clube ficou parado no tempo e tem que acabar com o discurso de perdedor.
“O São Paulo tem que resgatar isso. Mas desse jeito, sem soberba, sem ficar achando que a história vai levar o São Paulo, não leva mais. Infelizmente, o São Paulo ficou parado. Eu estive lá três anos como atleta. Agora, também não é terra arrasada. Discurso de fracassado, de já entrar sofrendo, não cabe mais também. Isso aí também não vai acontecer. Não pode acontecer”, bradou o dirigente.
“Vamos olhar para frente. O São Paulo é um clube gigante, foi muito feliz, era modelo. Ficou parado, agora esse discurso de perdedor, de fracassado, de medo, não cabe no São Paulo. É um desafio muito grande na minha vida, espero poder ajudar da melhor forma, é novo para mim, mas vou me entregar, como eu sempre fiz”, finalizou o ex-lateral.
Todos estes e muitos outros tópicos estarão na lista de tarefas de Rafinha, que começa seu novo trabalho no São Paulo nesta terça, dia em que será apresentado oficialmente como gerente esportivo do clube e dará entrevista coletiva no CT da Barra Funda.










