Demitido em junho de 2026 após mais de cinco anos como executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa abriu o jogo sobre algumas polêmicas que enfrentou nos últimos meses como profissional do clube.
Em entrevista ao GE.com publicada nesta sexta-feira (9), Rui detalhou alguns bastidores da demissão de Crespo do Tricolor, contou que Filipe Luís era o plano A após a saída do argentino e se aprofundou no caso Oscar, revelando que o ex-meia tricolor não morreu por um milagre.
“Se eu tivesse os subsídios, os insumos e as percepções que eu tive com outras pessoas naquele momento, eu teria demitido (Crespo de novo). Porque as pessoas olham naturalmente o recorte da demissão, e quero deixar bem claro aqui, tenho muito respeito pelo Crespo”.
“O Crespo várias vezes colocou de forma muito clara que não concordava com algumas coisas que estavam postas como dados de realidade. Ele queria contratações, achava que o time não podia evoluir, defendia muito essa dificuldade do São Paulo de ser protagonista e ter um ano difícil, e obviamente que toda vez que alguém projeta cenários adversos a chance de acertar é muito grande, sobretudo no futebol”.
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“Eu estou preparado para ouvir no final do ano: “Viu como o Crespo tinha razão, e o Rui não?”. Mas eu, como dirigente, tenho que ter comandantes que inspirem as pessoas. Que vai no Morumbi tem que acreditar que é possível. Esse é o clube onde eu estava. Essa é a noção de pertencimento”.
“Eu entendo que o Crespo falava isso para proteger talvez até os jogadores. Mas a repetição constante de uma máxima de que não era possível e questões internas que a gente conversava de necessidade de contratação, porque em algum momento se prometeu ele contratações e eu não as prometi. Em algum momento, houve uma dissintonia e o trabalho na segunda etapa do Campeonato Brasileiro de 2025 e no Campeonato Paulista era questionável, do ponto de vista não da atitude profissional dele”, explicou Costa.
O ‘milagre’ Oscar
“O Oscar é um jogador de altíssimo nível que vinha de uma liga de valores gigantescos e que foi convencido a voltar para o São Paulo a partir de um contrato compatível com a carreira dele. E que estava a cada dia melhorando, a cada dia trazendo mais qualidade. Ele jogava demais”.
“Mas diante do que ele passou, essa minha manifestação não tem nenhuma força. Porque ele não morreu por um milagre divino. Ele tem um mal súbito no dia em que tinha, sei lá, seis cardiologistas do (Hospital Albert) Einstein dentro do CT e que imediatamente o socorreram”.
“Se ele estivesse em um dia normal de treino, tivesse tido um mal súbito que ele teve, que eu não quero entrar em detalhes aqui porque eu não sou médico, talvez ele tivesse falecido”, confirmou o dirigente.










