Você pode ser palmeirense ou são-paulino, mas é fato que os dois lados se acostumaram a vivenciar partidas decisivas entre os clubes nos últimos anos, cercadas de polêmicas e que definitivamente colocaram o Choque-Rei no pódio dos principais clássicos do futebol brasileiro.
Neste sábado (21), quando os rivais entrarem em campo às 21h (de Brasília), no Morumbi, mais uma vez o lado são-paulino lutará por coisas importantes ante o time verde, em um ambiente já bastante carregado pela polêmica de arbitragem criada durante a semana.
Para começar, a própria liderança do Campeonato Brasileiro. Ambos os times estão rigorosamente empatados na ponta da competição com 16 pontos. Pelos critérios de desempate, o Tricolor precisa vencer para se isolar na primeira colocação.
O problema é vencer… Quebrar tabus é uma das missões do Tricolor no Morumbi.
O São Paulo vive um incômodo jejum ante o seu arqui-inimigo. A última vitória do time são-paulino no Choque-Rei como mandante foi nas quartas de finais da Copa do Brasil de 2023.
Considerando apenas o Brasileirão, o período é ainda maior: foi um triunfo por 2 a 0 pela terceira rodada da edição de 2017, com gols marcados por Lucas Pratto e Luiz Araújo. Já são quase nove anos de jejum.
Através do Campeonato Paulista, o último resultado positivo em casa foi no jogo de ida da final de 2022, na vitória de 3 a 1 com dois gols de Calleri e um de Pablo Maia.
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O momento também é desfavorável, com uma de suas sequências mais negativas na história de 96 anos do confronto: o Palmeiras não perde há 11 jogos, tendo estabelecido sua maior série invicta no duelo, embora ainda inferior ao recorde são-paulino, que alcançou 15 partidas entre 1971 e 1974.
O impacto desse período vai além da estatística isolada. Quando a atual sequência começou, o São Paulo ainda tinha vantagem no retrospecto geral, com 116 vitórias contra 115. Desde então, o cenário se inverteu de forma significativa, e o Palmeiras abriu seis vitórias de frente, agora com 122 a 116.
É uma mudança que sintetiza o momento recente do clássico, especialmente considerando o recorte da última década. Desde a reforma do Parque Antártica, finalizada no final de 2014, os clubes se enfrentaram 49 vezes. Nesse intervalo, o Tricolor venceu dez, empatou 15 e perdeu 24, uma diferença expressiva em relação ao panorama anterior, quando o clube mantinha oito vitórias de vantagem no histórico geral (106 a 98).
O domínio recente também se reflete na sequência atual de triunfos: o Palmeiras chega ao jogo buscando sua sexta vitória consecutiva no confronto, algo que já alcançou em outras duas ocasiões (entre 1937 e 1938 e entre 1995 e 1997), enquanto o São Paulo tem como referência sua própria série de seis vitórias seguidas, registrada entre 1962 e 1963.
O contexto do mando de campo também ajuda a explicar o momento. O Morumbi, tradicional palco do clássico, deixou de ser presença constante no calendário recente. Em uma sequência de oito confrontos, este será apenas o segundo com mando são-paulino, após um período inédito em que o adversário atuou como mandante por seis vezes em sete partidas, por causa de dois duelos eliminatórios em jogo único pelo Campeonato Paulista, que o adversário fez em sua casa por ter feito melhor campanha anterior.










