Mesmo com dívida e proposta maior dos EUA, Calleri peita estafe e quer renovar com o São Paulo

Calleri durante jogo do atual Brasileirão (Pedro H. Tesch/Getty Images)

Uma alteração nas condições da proposta apresentada pelo São Paulo na última semana interrompeu o avanço das tratativas para a renovação de contrato de Calleri, que vai até o final do ano.

Conforme apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, os representantes do centroavante recusaram os novos termos comerciais oferecidos pela diretoria, fazendo com que o estágio das negociações recuasse às definições iniciais.

Além de garantir a permanência do atacante, o plano da diretoria visa equacionar um passivo financeiro com o jogador, cujo montante acumulado está estimado em aproximadamente R$ 6 milhões.

Os débitos em aberto referem-se a direitos de imagem em atraso e a premiações contratuais não quitadas pelo clube desde 2024.

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A estratégia inicial desenhada pelo São Paulo previa a inclusão de um cronograma de parcelamento dessas pendências diretamente no novo contrato, com o objetivo de diluir o impacto financeiro ao longo do período de vigência do novo acordo.

Apesar do distanciamento nas posições financeiras, interlocutores envolvidos no processo avaliam o cenário como reversível devido ao posicionamento do atleta. Pessoas próximas às conversas afirmam que Calleri mantém a firme intenção de permanecer no Morumbi, preterindo propostas do exterior que apresentam vantagens financeiras substanciais se comparadas aos seus vencimentos atuais no futebol brasileiro.

O atacante argentino é alvo de monitoramento no mercado internacional. O Orlando City, dos EUA, formalizou uma proposta com valores superiores aos praticados na atual realidade do jogador. Paralelamente, clubes do México e da Argentina avaliam a situação, entre eles, o Boca Juniors, que realizou sondagens recentes para verificar as condições contratuais do camisa 9 e que cujo presidente, o ex-meia Juan Román Riquelme, é declarado fã do jogador.

Nos bastidores, a postura do centroavante tem sido determinante para a manutenção do diálogo. Membros do próprio estafe do atleta chegaram a sinalizar que uma transferência seria a alternativa mais viável diante do passivo financeiro em aberto e da condução das reuniões por parte do clube. Calleri, contudo, divergiu da recomendação de seus agentes e reiterou a prioridade ao São Paulo, inclusive vetando a abertura de conversas com qualquer outra equipe do mercado nacional.

A expectativa da cúpula tricolor e dos representantes do jogador é de que as reuniões sejam retomadas nos próximos dias. O objetivo será construir um modelo de negócio que concilie as bases para a extensão do vínculo à engenharia financeira necessária para a quitação integral dos débitos pendentes.

 

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