A nova diretoria do São Paulo enfim deu mais um passo rumo à limpeza no clube após a nefasta administração de Julio Casares, investigado na Polícia Civil e Ministério Público Estadual por corrupção.
O clube do Morumbi anunciou na manhã desta quinta-feira (5) que, por meio de sua Diretoria Executiva Jurídica, enviou notificação à empresa FGOAL para rescisão do contrato de fornecimento de alimentos e bebidas na sede social.
Tal decisão foi tomada após o São Paulo analisar informações da plataforma ZIG Pay (responsável pela operação do sistema de máquinas de pagamento utilizadas no clube) e constatar que, sem autorização formal ou contratual, e sem conhecimento dos departamentos responsáveis por gerir as atividades financeiras da instituição, a FGOAL movimentou referida agenda financeira.
Diante disso, o clube notificou a FGOAL da rescisão contratual por justa causa, com efeito em 30 dias, contados a partir do envio da notificação e solicitou que, em até 15 dias, a empresa apresente as suas explicações.
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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil abriram uma terceira linha de apuração envolvendo o São Paulo, agora voltada a possíveis cobranças irregulares feitas a concessionários que atuam no clube.
O novo alvo é o ex-diretor social Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, flagrado num áudio em que descreve taxas cobradas de empresas para operar na área social. Na gravação, ele menciona valores entre R$ 100 e 150 mil e repasses de até 20% do faturamento bruto, e afirma que os pagamentos por cartão iam diretamente ao Tricolor: “As maquininhas são nossas”.
Dedé sustenta que as cobranças eram institucionais e nega benefício pessoal, alegando que antes os valores pagos eram baixos. Ele também disse que deixou a área social com superávit após assumir um setor deficitário e declarou: “Minha saída foi política”.
O clube informou que contratou empresas de compliance para apurações independentes, enquanto seguem em andamento as investigações anteriores sobre movimentações financeiras e uso irregular de espaços.










