Ainda vivendo momentos de muita pressão e cobranças políticas, o São Paulo realizou um corte de grande proporção nas despesas com o Carnaval do clube social, diminuindo o prejuízo em 90% em relação ao ano passado.
Após anotar um prejuízo de R$ 300 mil com a festa carnavalesca em 2025, na gestão Julio Casares, o Tricolor conseguiu uma forte redução de gastos com o evento, ainda assim teve déficit, mas fechou com um saldo negativo de apenas R$ 29,5 mil com o Carnaval 2026, segundo números apontados pelo UOL.
A diminuição é explicada por corte pesado nas despesas com o Carnaval, que no ano passado foram de R$ 331 mil, sendo que o valor de R$ 236 mil estava apontado apenas como “organização de festas”. Com lucro de cerca de R$ 30 mil, o evento deu, portanto, este prejuízo às finanças tricolores de R$ 300 mil.
Já sob a nova gestão Harry Massis, o Carnaval 2026 do São Paulo teve despesas absurdamente inferiores, de aproximadamente R$ 40 mil. Bem menos do que a dos anos anteriores, ele resultou em lucro de R$ 10,5 mil, com valor de R$ 29,5 mil de déficit ao clube.
Com a saída de Casares do poder, Massis vem fazendo uma série de mudanças para tentar colocar a casa em ordem, mas ainda falta muito. O presidente deve realizar mais cortes em despesas consideradas altas dentro do clube social, especialmente as de fora do futebol tricolor.
Outra mudança de Harry Massis, ainda segundo o UOL, foi a rescisão contratual com a empresa FGoal Marketing e Eventos, que, na gestão Casares, era a responsável pelo fornecimento de alimentos e bebidas no Morumbi e que também tinha forte participação em eventos no social, como Carnaval e a polêmica Festa Junina.
A alegação do Tricolor foi a de que a antiga parceira teria realizado movimentações indevidas de receitas do São Paulo às quais ela tinha acesso. A Fgoal nega as acusações.
A festa junina foi outra que causou enorme polêmica ainda no ano passado, com a previsão orçamentária para 2026 com despesas de R$ 3,5 milhões, contra uma receita de apenas R$ 480 mil. Ou seja, ela daria um prejuízo ao clube de mais de R$ 3 mi, o que foi enormemente criticado pela oposição na reunião realizada à época.
No orçamento para 2025, já tinha sido verificada uma discrepância com a festa junina, mas menor: os gastos previstos foram de R$ 2,8 milhões, contra uma receita de R$ 350 mil, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 2,5 milhões.
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Conselheiros pediram revisão do orçamento 2026
No começo deste mês de fevereiro, os conselheiros do Tricolor Édson Lapolla, Carlos Sadi e Pércio enviaram documento para o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, pedindo revisão do orçamento para este ano de 2026 no clube.
A solicitação foi enviada pela advogada Amanda Nunes, bastante ativa e presente neste momento de reconstrução do clube. A doutora faz parte da Torcida Tricolor PCD, além de ser membro da Frente Democrática, assim como todos os conselheiros que pediram a reconsideração.
Olten Ayres solicitou que o pedido fosse encaminhado à diretoria executiva do São Paulo, aos cuidados de Massis, o que foi feito. Na última sexta-feira (20), a Dra. Amanda fez a ‘última tentativa amigável de solicitação de revisão do orçamento de 2026’, como a mesma informou em suas redes sociais.
Segundo a advogada, o São Paulo se manteve inerte desde o dia 9 de fevereiro, quando foi enviado o documento de revisão. O prazo final para a resposta chegou, na noite desta terça-feira (24), e nada foi rebatido pelo clube. Agora, as providências serão tomadas pelo solicitante, como apontou Amanda Nunes.
O AVANTE MEU TRICOLOR teve acesso à solicitação dos conselheiros, em que são salientadas as despesas pré-aprovadas de R$ 893,8 milhões, sendo pouco mais de R$ 71 milhões destinados a gastos com o clube social, onde inclui-se os R$ 3,5 mi para a megalomaníaca festa junina da trupe de Casares e Dedé, ambos já fora do clube.
A carta ressalta que a decisão se deu ‘em contexto absolutamente contaminado por fatos graves, posteriores e anteriores à votação, que comprometem a validade, razoabilidade e legitimidade da aprovação orçamentária’.
O documento cita as participações de Mara Casares e Douglas Schwartzmann na votação, ambos afastados e sendo investigados pelo Escândalo do Camarote.










