O que ainda segura Roger Machado como técnico do São Paulo?
Bem, a pergunta várias respostas, muitas delas envolvendo questões extracampo. Mas um ponto em específico é um fator importante para se entender a questão: a multa rescisória.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, a demissão de Roger custaria cerca de R$ 2,1 milhões aos cofres do clube do Morumbi.
A quantia soa até irrisória para os padrões do futebol, mas a verdade é que a realidade são-paulina torna a cifra um peso considerável no orçamento. E o principal motivo para isso é as dívidas já existentes para o Tricolor referentes à demissões anteriores.
O Tricolor ainda precisa quitar um valor aproximado de R$ 6 milhões com seus dois últimos comandantes, os argentinos Luis Zubeldía e Hernán Crespo.
Incluir mais uma dívida na lista é algo que não agrada muito o presidente Harry Massis Júnior, com uma política de austeridade desde que assumiu o posto deixado por Julio Casares. Entretanto, a pressão é descomunal. E o dirigente tem um problema de bastidor: a fidelidade de Rui Costa, que deixou claro ao mandatário que também arruma as malas caso Roger seja demitido.
A instabilidade são-paulina vai ter uma diretriz de solução após o duelo desta noite, contra o Juventude, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Parece certo que Rui Costa e Roger pagarão com seus empregos caso um tropeço ocorra para o adversário gaúcho em casa, que disputa a Série B.
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“A INDEPENDENTE ESTÁ AQUI”
A segunda-feira (20) no São Paulo foi agitada, com visita de um pequeno grupo de membros da Torcida Independente, a principal organizada do clube, pela manhã no CT da Barra Funda.
Os tricolores primeiro pararam o presidente Harry Massis em seu carro na entrada e cobraram especialmente a saída do executivo Rui Costa. Depois, com autorização de Rafinha, conversaram com o mesmo e todos os jogadores do elenco dentro do centro de treinamento na Barra Funda.
O papo durou cerca de 40 minutos e as partes fizeram um ‘pacto’ por uma maior entrega por parte dos jogadores e melhora de rendimento do time dentro de campo. O tom da conversa foi o mesmo do usado com o presidente Massis, eximindo de certa maneira a culpa do treinador Roger e reforçando a cobrança na saída do executivo Rui Costa do clube.
Já no final da tarde, Henrique Gomes, o Baby, principal líder da Independente, confirmou o pacto fechado e os direcionamentos das cobranças dos torcedores, em publicação em suas redes sociais.










