Depois de duas derrotas, Casares vai ao STJ tentar barrar investigação por saques das contas do São Paulo

Julio Casares curte show da banda Metallica, em 2022 (Instagram)

A defesa do ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, ingressou com um pedido de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar suspender um dos inquéritos policiais nos quais o ex-dirigente figura como investigado. A apuração trata de saques em espécie no valor total de R$ 11 milhões nas contas do clube, além de depósitos no montante de R$ 1,5 milhão efetuados nas contas pessoais do ex-cartola.

No recurso apresentado à Corte, a defesa de Casares questiona a imparcialidade e a legitimidade dos membros do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), alegando direcionamento nas apurações e sustentando que a força-tarefa constituída para o caso viola o princípio do promotor natural.

O pedido de liminar para a paralisação imediata das investigações, contudo, foi indeferido pelo relator do processo no STJ, ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Em sua decisão, o magistrado destacou que a designação de auxílio de uma força-tarefa ao promotor encarregado não configura irregularidade e assinalou que qualquer eventual vício na atuação do Ministério Público demandará uma análise meritória mais aprofundada.

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Outros inquéritos e desdobramentos políticos no clube

O Ministério Público e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) — que já havia negado pleito semelhante em segunda instância — ainda prestarão informações antes do julgamento definitivo no STJ.

A apuração sobre as movimentações financeiras atípicas compõe um conjunto de três inquéritos policiais em andamento envolvendo a gestão do clube do Morumbi. As outras duas frentes investigam a exploração irregular de um camarote clandestino no estádio por ex-dirigentes e supostas fraudes em contratos firmados na administração do clube social.

Em decorrência dos desdobramentos das denúncias e do avanço das investigações, Julio Casares enfrentou processo de impeachment, renunciou à presidência do São Paulo e foi posteriormente expulso do quadro de sócios da instituição. O ex-dirigente move ação judicial paralela com o objetivo de anular o ato administrativo e reaver seus direitos associativos.

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