Conselheiro perde a paciência com Dorival Júnior após nova derrota do São Paulo: “Ir embora e nunca mais voltar”

Dorival Jr. segue sem vencer fora de casa nesta volta ao Tricolor (Photo by Miguel Schincariol/Getty Images)

Dorival Júnior igualou um recorde no São Paulo, e não foi nada bom. A derrota por 3 a 2 para o Bahia na noite de quarta-feira (28), na Fonte Nova, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, não apenas ampliou a crise de resultados do time como visitante, mas também cravou uma marca negativa na história do clube.

Nem mesmo a reação do time no primeiro tempo em Salvador (BA) evitou que o Tricolor atingisse a marca de 17 partidas consecutivas sem vitória fora de seus domínios. A sequência atual — composta por cinco empates e 12 derrotas — iguala o maior jejum como visitante na história da agremiação, registrado entre 21 de outubro de 1979 e 29 de maio de 1980.

E Ruy Mauricio Barbosa, conselheiro eleito do São Paulo, perdeu de vez a paciência com o atual treinador após mais uma derrota. Em suas redes sociais, ele criticou Dorival e pediu sua saída ao final do ano.

“Dorival não serve para ser treinador do São Paulo! Tem que ir embora no final do Campeonato Brasileiro e nunca mais voltar. Ele é medíocre!”, escreveu inicialmente Ruy Mauricio.

“Mais uma vez Dorival fracassa jogando fora de casa. Ele não serve para ser técnico do São Paulo. Nem de graça!”, completou algumas horas depois o indignado conselheiro do Tricolor, ganhando apoio dos torcedores nos comentários da postagem.

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Justificativas do professor

Em entrevista coletiva concedida após o apito final, o técnico Dorival Júnior analisou as falhas do time e descartou que a derrota tenha sido motivada por problemas no esquema tático.

“Não é tático, porque finalizamos muito bem o primeiro (tempo) e iniciamos muito bem o segundo. Isso é nível de atenção, concentração e preparação. Temos que ter consciência do que o jogo pede. A nossa postura foi mudada dentro da partida, como aconteceu na anterior”, pontuou o treinador.

A oscilação logo nos primeiros minutos das partidas reacende um alerta para a comissão técnica, que já havia lidado com dificuldades Parecidas no retorno do intervalo em outros momentos da temporada.

“Isso é difícil porque em determinado momento do ano tivemos dificuldades no início dos segundos tempos, agora no início das partidas. São oscilações que acontecem e vão te desarmando de tal forma. Isso não quer dizer que a equipe está ou não estruturada, até porque logo depois se recupera e vai atrás dos gols de uma maneira correta”, completou Dorival.

O comandante são-paulino também comentou sobre as falhas defensivas nas bolas paradas, que acabaram culminando no gol da vitória do Bahia.

“É um erro nosso, um erro coletivo, e nós temos a obrigação de corrigir. Isso nos tirou pontos importantes ao longo da competição. Bolas paradas nos minaram em várias partidas e, mais uma vez, aconteceu. É lamentável, porque é o que mais treinamos, preparamos e nos preocupamos em corrigir. E esses comportamentos são exaustivamente executados. Às vezes, é difícil até para a gente tentar explicar o que acontece em uma partida como a de hoje”, disse.

“Olha, acho que todos os jogos encaramos desta forma. Às vezes, a nossa reação deixa a desejar em algumas circunstâncias, situações, mas, de modo geral, não posso reclamar dessa equipe. Sempre foi valente, lutou, se entrega até o último momento. Tivemos dificuldades ao longo do ano, nunca escondemos, também não usamos como muleta. Ao contrário, nos dedicamos dentro do clube para que as coisas acontecessem”, completou.

Com o resultado negativo em Salvador (BA), o São Paulo permanece na décima colocação da tabela de classificação, com 43 pontos. O Tricolor volta a campo na próxima quarta-feira (4/11), quando enfrenta o Corinthians, na Vila Belmiro.

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