O São Paulo terá que desembolsar R$ 2,7 milhões ao Botafogo em virtude do cumprimento de uma cláusula financeira estipulada no contrato de empréstimo do atacante Artur.
Contratado em março de 2026, o ponta que vem se destacando no Tricolor alcançou a meta de partidas fixada em vínculo, acionando o mecanismo de reembolso — conhecido nos bastidores como “cashback” — em favor do clube carioca.
Entenda o que foi acordado
O valor total será quitado pela diretoria são-paulina de forma parcelada, dividido em dez prestações mensais de R$ 270 mil. O acordo de cessão firmado no início do ano previa o rateio dos vencimentos mensais do atleta durante o período do empréstimo: o Tricolor assumiu a responsabilidade pelo pagamento de 60% dos salários, enquanto o Botafogo arcou com os 40% restantes.
Pelo dispositivo contratual, caso Artur atingisse um número determinado de atuações, o São Paulo ficaria obrigado a ressarcir a equipe alvinegra pelo percentual salarial custeado pelos cariocas ao longo da temporada.
Desde sua chegada ao Morumbi, Artur consolidou-se como peça frequente nas formações do técnico Dorival Júnior. O atacante contabiliza 32 partidas disputadas com a camisa são-paulina — a maioria na condição de titular —, registrando cinco gols e cinco assistências servidas aos companheiros.
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Opção de compra alta e futuro incerto
Apesar da assiduidade e das boas exibições do atacante, a permanência de Artur no São Paulo para a temporada de 2027 é considerada improvável neste momento. O contrato de empréstimo estipula uma opção de compra definitiva fixada em 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 36,5 milhões na cotação atual).
No entanto, como informou o AVANTE MEU TRICOLOR, a vontade do jogador e o zagueiro Ferraresi também emprestado ao rival do Rio de Janeiro são trunfos do São Paulo.
Embora a definição sobre o investimento caiba ao presidente a ser eleito no pleito de dezembro, a grave situação financeira e o plano de readequação orçamentária do clube inviabilizam o aporte do valor integral.
Paralelamente, a diretoria do Botafogo inicialmente não demonstrou disposição para renegociar as cifras fixadas ou aceitar a inclusão de atletas em eventuais trocas, o que sinalizaria a devolução do atacante ao final de seu vínculo, em dezembro. Mas ainda há muitas negociações por vir até lá.










