Situação e oposição consideram demissão de Milton Cruz do São Paulo após as eleições

Milton Cruz orienta Calleri e Luciano em treino de 2024 (Érico Leonan/SPFC)

Com 27 anos de serviços prestados na comissão técnica fixa, Milton Cruz pode estar vivendo os seus últimos dias como funcionário do São Paulo.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, o nome do auxiliar técnico que foi recontratado pela gestão Julio Casares em março de 2021 por pedido do então coordenador Muricy Ramalho integra a lista de demissões para reformulação do departamento de futebol profissional do clube do Morumbi das duas candidaturas: Vinícius de Medeiros (situação) e Marcelinho Portugal Gouvêa (oposição).

O entendimento, segundo fontes dos dois lados consultadas pela reportagem, é que o Tricolor precisa oxigenaras coisas na Barra Funda. E ambos enxergam que a chegada de novos profissionais para a área não compactuariam com a presença de Cruz.

AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> São Paulo inscreve filho do ídolo Miranda de 16 anos, jovem treina no CT e pode até ser surpresa no clássico
>> São Paulo x Corinthians: onde assistir, ingressos, horário e palpite para o jogo pelo Brasileirão
>> Por Olimpíadas, joia de Cotia quer voltar ao Brasil e empresários buscam empréstimo
>> Insatisfeitos com reserva e críticas, empresários querem tirar Wendell do São Paulo em 2027
>> Artur bate meta no São Paulo, que terá que reembolsar Botafogo em quase R$ 3 milhões por salários

No caso de Marcelinho, a coisa vai além. Integrantes da oposição questionam a produtividade de Cruz no cotidiano do CT. Para muitos, ele se trata de um elemento político, pela sua proximidade com nomes da gestão anterior de Casares e a atual Harry Massis Júnior. A acusação é que o auxiliar atua como ‘leva e traz’ de informações do futebol. Fama, aliás, que não é inédita.

A ideia de demitir o eterno auxiliar, conhecido informalmente por ser o ‘homem do caderninho’, apelido ganho pelas avaliações e indicações de potenciais reforços na vitoriosa época entre 2002 e 2008, chegou a ser cogitada por Massis quando da saída de Rui Costa da função de executivo de futebol. A pressão feita pelo técnico Dorival Júnior e uma conversa pessoal com Cruz fizeram o presidente mudar de ideia.

Em 2016, Milton Cruz foi demitido do São Paulo depois de 22 anos no clube. Desde a sua volta, em 2021, sua situação permaneceu estável mesmo com as quedas do diretor de futebol Carlos Belmonte, de Casares e Muricy graças principalmente ao bom relacionamento com os treinadores que passaram pelo Tricolor (no caso Hernán Crespo e Roger Machado).

Nesta segunda passagem pelo clube do Morumbi, ele esteve presente como técnico são-paulino em duas partidas, vitória sobre o Atlético-GO e derrota para o Fluminense, pelos Brasileirões de 2024 e 2026, respectivamente, ambas fora de casa. Ao todo, foi treinador são-paulino em 45 partidas, com 24 vitórias, sete empates, 14 derrotas e 58,5% de aproveitamento. É o 40º nome que mais dirigiu a equipe na história.

Após a demissão em 2016, Cruz promoveu a maior ação trabalhista individual da história do clube. O auxiliar, que trabalhava no São Paulo desde 1997, entrou com seis processos que totalizavam R$ 28 milhões. Ele tinha ganhado R$ 1,5 milhão no processo (com juros e correção estava batendo R$ 1,8 milhão), mas renunciou a este valor ao abrir mão da ação em fevereiro para o seu retorno.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *